Sangramento Pós-Menopausa: Pólipo Endometrial e USG

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 63 anos, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica controlada, encontra-se em menopausa há 10 anos. Comparece ao ginecologista com queixas de sangramento vaginal há 3 meses. O exame físico não apresenta alterações aparentes ou sinais de sangramento ativo no momento. É realizada uma ultrassonografia transvaginal, que evidencia endométrio com 3 mm de espessura, com imagem ecogênica focal que ocupa a interface entre os folhetos endometriais e mede 5 mm no maior eixo.A causa mais provável do sangramento nesse caso é:

Alternativas

  1. A) adenomiose;
  2. B) pólipo endometrial;
  3. C) miomatose uterina;
  4. D) hiperplasia endometrial;
  5. E) adenocarcinoma do endométrio.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + USG endométrio fino (<4mm) + lesão focal → Pólipo endometrial.

Resumo-Chave

Sangramento vaginal pós-menopausa sempre exige investigação para excluir malignidade. Embora um endométrio fino (<4-5mm) seja tranquilizador para hiperplasia ou câncer, a presença de uma imagem ecogênica focal sugere uma lesão localizada, como um pólipo endometrial, que pode ser a causa do sangramento e deve ser investigada.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal pós-menopausa é definido como qualquer sangramento genital que ocorre após 12 meses de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a maioria das causas seja benigna (como atrofia endometrial ou vaginal), cerca de 10% a 15% dos casos podem ser devido a uma neoplasia maligna, como o adenocarcinoma do endométrio. Fatores de risco para câncer de endométrio incluem obesidade, diabetes, hipertensão e uso de tamoxifeno. A investigação inicial do sangramento pós-menopausa geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com espessura menor que 4-5 mm é considerado de baixo risco para hiperplasia ou câncer. No entanto, a presença de uma imagem ecogênica focal, mesmo em um endométrio fino, sugere uma lesão localizada, como um pólipo endometrial, que é uma causa comum de sangramento e pode ser benigno ou, raramente, conter atipias ou malignidade. A conduta para a paciente com sangramento pós-menopausa e achado de imagem focal no endométrio, mesmo com espessura total fina, é a histeroscopia com biópsia dirigida ou polipectomia. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a remoção da lesão para análise histopatológica, garantindo o diagnóstico correto e o tratamento adequado, seja para um pólipo benigno ou para excluir malignidade.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da espessura endometrial na investigação do sangramento pós-menopausa?

A espessura endometrial é um marcador crucial. Um endométrio com espessura menor que 4-5 mm geralmente indica atrofia e baixo risco de malignidade, enquanto espessuras maiores exigem biópsia para excluir hiperplasia ou adenocarcinoma.

Quais são as principais causas de sangramento vaginal pós-menopausa?

As causas mais comuns incluem atrofia vaginal/endometrial, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e adenocarcinoma do endométrio. Menos frequentemente, miomas submucosos ou outras causas genitais.

Como é feito o diagnóstico definitivo de um pólipo endometrial?

O diagnóstico definitivo é feito por histeroscopia com biópsia dirigida ou polipectomia. A ultrassonografia transvaginal pode sugerir a presença de um pólipo, mas a confirmação histopatológica é essencial.

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