UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Mulher de 53 anos, na pós-menopausa, obesa, diabética, nulípara, refere sangramento vaginal há três dias. Exame ginecológico: vagina e colo uterino sem alterações; corpo uterino não identificado ao toque. Ultrassonografia: corpo uterino aumentado e endométrio de 13 mm de espessura. A conduta é:
Sangramento pós-menopausa + endométrio espessado → Investigar com biópsia endometrial (curetagem semiótica ou histeroscopia).
Sangramento vaginal na pós-menopausa, especialmente com fatores de risco como obesidade e diabetes, e achado de endométrio espessado na ultrassonografia, é um sinal de alerta para patologias endometriais, incluindo câncer. A conduta inicial deve ser a investigação histopatológica do endométrio para descartar malignidade.
O sangramento vaginal na pós-menopausa é uma queixa ginecológica comum e que sempre exige investigação rigorosa, pois é o principal sintoma do câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e fatores de risco como obesidade, diabetes e nuliparidade estão fortemente associados à sua ocorrência devido à exposição estrogênica prolongada e não oposta. Diante de um quadro de sangramento pós-menopausa, a ultrassonografia transvaginal é o exame inicial para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é considerado suspeito e requer biópsia para análise histopatológica. A curetagem semiótica (ou fracionada) e a histeroscopia com biópsia dirigida são os métodos mais utilizados para obter material endometrial adequado para diagnóstico. A conduta de realizar histerectomia ou curetagem semiótica (que implica em biópsia endometrial) é a mais apropriada para investigar a causa do sangramento e descartar ou confirmar malignidade. A terapia hormonal combinada contínua não é a conduta inicial e a repetição do ultrassom em 6 meses atrasaria um diagnóstico potencialmente grave. A histerectomia pode ser o tratamento definitivo se o câncer for confirmado, mas a biópsia é o passo diagnóstico essencial.
O sangramento vaginal após a menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado, pois pode ser o primeiro sintoma de câncer de endométrio. Embora muitas causas sejam benignas, a exclusão de malignidade é prioritária.
Na pós-menopausa, uma espessura endometrial maior que 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal, especialmente na presença de sangramento, é considerada anormal e requer investigação adicional, geralmente por biópsia endometrial.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos, todos relacionados à exposição estrogênica prolongada sem oposição progestogênica.
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