SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Gestante, 20 anos, G2P1, IG 10 semanas, apresenta sangramento com coágulos e dor pélvica há 2 dias. Ao exame: normocardica e normotensão, especular com presença de sangue na cavidade vaginal oriunda do orifício do colo uterino. Ao toque vaginal – colo fechado. Assinale a alternativa que indica corretamente a melhor conduta para o caso.
Sangramento + dor pélvica + colo fechado na gestação precoce → USG transvaginal para vitalidade fetal e diagnóstico.
Diante de sangramento vaginal e dor pélvica em gestação precoce com colo fechado, a prioridade é determinar a vitalidade fetal e o tipo de abortamento (ameaça, incompleto, retido) através de ultrassonografia transvaginal. Isso guiará a conduta subsequente.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gravidez é uma queixa comum, ocorrendo em cerca de 20-25% das gestações. Embora possa ser um sinal de complicação grave, como abortamento ou gestação ectópica, muitas vezes a gestação evolui normalmente. A avaliação inicial é fundamental para determinar a causa e a conduta adequada. A abordagem diagnóstica deve incluir anamnese detalhada, exame físico (especular e toque vaginal) e exames complementares. O exame especular visa identificar a origem do sangramento, enquanto o toque vaginal avalia o colo uterino (aberto ou fechado) e o tamanho uterino. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de escolha para avaliar a vitalidade fetal, a localização da gestação e a presença de descolamentos ou restos ovulares. A conduta dependerá do diagnóstico. Em casos de ameaça de abortamento (sangramento, colo fechado, vitalidade fetal presente), o tratamento é conservador, com repouso e observação. Para abortamento retido ou incompleto, pode ser necessária conduta expectante, medicamentosa (misoprostol) ou cirúrgica (AMIU ou curetagem). É essencial descartar gestação ectópica, que é uma emergência médica.
As causas mais comuns incluem ameaça de abortamento, abortamento espontâneo (completo, incompleto, retido), gestação ectópica, doença trofoblástica gestacional e sangramento de implantação.
O ultrassom transvaginal é crucial para avaliar a vitalidade fetal (presença de batimentos cardíacos), localizar a gestação (intra ou extrauterina), e identificar sinais de abortamento (tamanho do saco gestacional, presença de restos ovulares).
Na ameaça de abortamento, há sangramento vaginal com colo uterino fechado e vitalidade fetal presente. No abortamento inevitável, o colo está aberto, há sangramento e dor, e a progressão para o abortamento é iminente, geralmente com perda da vitalidade fetal.
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