Sangramento Vaginal Agudo: Diagnóstico e Conduta em Emergência

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Adolescente de 18 anos de idade, sexo feminino, ciclos menstruais regulares, DUM: há 10 dias, MAC: DIU de cobre, sem comorbidades. Deu entrada no pronto-socorro ginecológico com sangramento vaginal em grande quantidade. Atividade sexual recente. Nega episódio semelhante prévio. Nega dor tipo cólica. PA = 90 x 50 mmHg, FC = 105 bpm, TAX = 36 graus Celsius.Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta e o diagnóstico mais provável.

Alternativas

  1. A) Ultrassom transvaginal; torção ovariana.
  2. B) Beta HCG quantitativo; gestação ectópica rota.
  3. C) Beta HCG quantitativo; gestação molar.
  4. D) Toque vaginal; abortamento em curso.
  5. E) Exame especular; laceração vaginal.

Pérola Clínica

Sangramento vaginal agudo + hipotensão + taquicardia + atividade sexual recente + ausência de dor cólica → Exame especular para laceração vaginal.

Resumo-Chave

Uma adolescente com sangramento vaginal volumoso, sinais de hipovolemia (hipotensão, taquicardia) e história de atividade sexual recente, sem dor tipo cólica ou atraso menstrual, deve ter uma laceração vaginal como principal suspeita. O exame especular é crucial para identificar a origem do sangramento.

Contexto Educacional

O sangramento vaginal em adolescentes pode ser um desafio diagnóstico no pronto-socorro, exigindo uma abordagem sistemática. A avaliação inicial deve sempre incluir a estabilidade hemodinâmica da paciente, que neste caso apresenta sinais de hipovolemia (PA 90x50 mmHg, FC 105 bpm), indicando um sangramento significativo. A história de atividade sexual recente, a ausência de dor tipo cólica (que é comum em abortamentos ou gestações ectópicas) e o uso de DIU de cobre (que, embora não impeça 100% a gravidez, a torna menos provável) direcionam a investigação para causas não relacionadas à gestação. Diante de um sangramento vaginal volumoso e agudo, a primeira prioridade é identificar a fonte do sangramento. O exame especular é a ferramenta diagnóstica mais crucial neste cenário, pois permite a visualização direta do colo uterino e das paredes vaginais, possibilitando a identificação de lacerações, pólipos, ectopia cervical ou outras lesões traumáticas que podem ser a causa do sangramento. A laceração vaginal, especialmente após atividade sexual, é uma causa comum de sangramento agudo e pode ser facilmente diagnosticada e tratada com sutura. Outros exames, como o beta HCG, seriam importantes para excluir gestação, mas o exame especular é prioritário para localizar a fonte do sangramento em uma paciente instável.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento vaginal agudo em adolescentes?

As causas incluem trauma (lacerações), disfunção ovulatória, distúrbios de coagulação, infecções, pólipos cervicais e, menos frequentemente, gestação (ectópica, abortamento) ou tumores.

Por que o exame especular é a conduta inicial mais importante neste caso?

O exame especular permite visualizar diretamente o colo uterino e as paredes vaginais, identificando a origem do sangramento, como uma laceração, que não seria detectada por ultrassom ou toque vaginal.

Como diferenciar uma laceração vaginal de outras causas de sangramento?

A laceração geralmente se apresenta com sangramento súbito e abundante, frequentemente após trauma ou atividade sexual, com pouca ou nenhuma dor abdominal tipo cólica, e é visível ao exame especular.

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