SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Paciente de 22 anos, vida sexualmente ativa e ciclos menstruais irregulares procura Pronto Atendimento com cólicas em baixo ventre e sangramento genital profuso. Após exame físico e ginecológico, quais exames laboratoriais ajudariam na elucidação diagnóstica?
Mulher em idade fértil com dor pélvica e sangramento → sempre excluir gravidez (BHCG) e avaliar anemia (Hemograma).
Em uma mulher jovem, sexualmente ativa, com dor abdominal e sangramento vaginal, a gravidez (especialmente ectópica ou abortamento) deve ser a primeira hipótese a ser excluída. O BHCG é essencial para isso. O hemograma, por sua vez, é crucial para avaliar a repercussão hemodinâmica do sangramento profuso, como anemia aguda.
A abordagem de uma paciente jovem, sexualmente ativa, com cólicas em baixo ventre e sangramento genital profuso no pronto atendimento exige uma investigação rápida e direcionada. A principal prioridade é excluir condições que representam risco de vida ou que necessitam de intervenção imediata. Nesse cenário, a gravidez, seja tópica com abortamento em curso ou ectópica, é uma das hipóteses mais urgentes e comuns. Portanto, a dosagem do BHCG é um exame laboratorial mandatório para confirmar ou afastar a gestação. Além disso, o sangramento profuso pode levar à instabilidade hemodinâmica e anemia. O hemograma completo é essencial para avaliar a contagem de hemácias, hemoglobina e hematócrito, indicando a magnitude da perda sanguínea e a necessidade de reposição volêmica ou transfusional. Outros exames, como coagulograma, FSH e LH, podem ser úteis em contextos específicos, mas não são a prioridade inicial para a elucidação diagnóstica e manejo agudo nesse quadro. O coagulograma seria mais relevante se houvesse suspeita de coagulopatia primária, e FSH/LH para investigação de irregularidades menstruais crônicas, não para uma emergência com sangramento profuso. Assim, a combinação de BHCG e hemograma é a mais adequada para a elucidação diagnóstica inicial e manejo da paciente.
O BHCG é fundamental para confirmar ou excluir a gravidez, que é uma das principais causas de sangramento e dor pélvica em mulheres em idade fértil, incluindo abortamento e gravidez ectópica.
O hemograma avalia a presença e a gravidade da anemia aguda causada pela perda sanguínea, fornecendo informações cruciais para a estabilização hemodinâmica da paciente e a necessidade de transfusão.
Os diferenciais incluem gravidez ectópica, abortamento espontâneo, doença inflamatória pélvica, cistos ovarianos complicados (rotura, torção), miomas uterinos e disfunção ovulatória.
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