INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma adolescente com 14 anos de idade, acompanhada de sua prima de 18 anos de idade, é atendida pelo médico de plantão no hospital, queixando-se de sangramento vaginal abundante há 5 dias. A paciente nega contato sexual prévio ou doenças pregressas e relata menstruações mensais regulares desde os 10 anos de idade. O exame ginecológico revela rotura himenal cicatrizada e pequeno sangramento vaginal no momento do exame. Nessa situação, para diferenciar as causas de sangramento, o exame complementar inicial importante é
Sangramento vaginal em adolescente, mesmo com negação de sexo, exige exclusão de gravidez → beta hCG sérico inicial.
Em adolescentes com sangramento vaginal, mesmo na ausência de história sexual explícita ou com hímen cicatrizado, a gravidez (intrauterina ou ectópica) deve ser a primeira exclusão. O beta hCG sérico é o exame mais sensível e específico para este fim, sendo crucial para o manejo adequado.
O sangramento vaginal em adolescentes é uma queixa comum que exige uma abordagem diagnóstica sistemática. Embora a hemorragia uterina disfuncional (HUSD) seja frequente devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, a gravidez, incluindo a ectópica, deve ser sempre a primeira e mais urgente exclusão, mesmo na ausência de história sexual confirmada ou com hímen cicatrizado. A prevalência de atividade sexual em adolescentes e a possibilidade de negação ou desconhecimento tornam o teste de gravidez indispensável. O diagnóstico diferencial do sangramento vaginal em adolescentes é amplo e inclui distúrbios de coagulação (como doença de Von Willebrand), infecções sexualmente transmissíveis, trauma, pólipos ou miomas (menos comuns nessa faixa etária) e distúrbios endócrinos. A história clínica detalhada, incluindo padrão menstrual, uso de medicamentos e sintomas associados, é crucial. O exame físico, com inspeção genital cuidadosa, deve ser realizado com sensibilidade e respeito à privacidade da paciente. A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica se o sangramento for intenso. O beta hCG sérico é o exame complementar inicial mais importante. Se negativo, a investigação prossegue com hemograma, coagulograma, ultrassonografia pélvica e, se necessário, perfil hormonal. O tratamento dependerá da causa subjacente, podendo variar de observação e aconselhamento a intervenções medicamentosas ou cirúrgicas.
As principais causas incluem gravidez (intrauterina ou ectópica), hemorragia uterina disfuncional (anovulação), distúrbios de coagulação, infecções e, menos frequentemente, tumores ou trauma. A gravidez deve ser sempre a primeira a ser excluída.
O beta hCG sérico é o teste mais sensível e específico para detectar gravidez, que é uma causa potencialmente grave de sangramento vaginal em adolescentes. Sua exclusão é fundamental antes de prosseguir com outras investigações.
Após excluir gravidez, a investigação pode incluir hemograma, coagulograma e ultrassonografia pélvica. O sangramento disfuncional é um diagnóstico de exclusão, frequentemente associado à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
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