FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Paciente de 62 anos de idade, menopausada há 10 anos, sem uso de Terapia Hormonal. Começou a apresentar sangramento genital intermitente, de moderada a grande quantidade. Ao exame especular, seu colo uterino não apresentava lesão e foi visto que este sangramento era proveniente do útero. É obesa, diabética e hipertensa. Foi submetida a ultrassonografia pélvica, que mostrou espessamento endometrial (linha endometrial de 2,1cm). Sendo sua hipótese um Sangramento Uterino Anormal (SUA), qual das alternativas abaixo é uma hipótese diagnóstica para essa paciente?
Sangramento pós-menopausa + espessamento endometrial + fatores de risco = alta suspeita de malignidade/hiperplasia.
Sangramento uterino pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade endometrial. A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio (idade, obesidade, diabetes, hipertensão) e um espessamento endometrial significativo, o que reforça a hipótese de SUA-M (Malignidade e Hiperplasia).
O sangramento uterino anormal (SUA) na pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois é o principal sinal de alerta para câncer de endométrio. A paciente do caso, com 62 anos, menopausada há 10 anos e sem terapia hormonal, apresenta um quadro clássico que exige investigação rigorosa. A presença de fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão aumenta significativamente a probabilidade de malignidade endometrial. A ultrassonografia pélvica, que revelou um espessamento endometrial de 2,1 cm, é um achado crucial. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma linha endometrial > 4-5 mm já é considerada suspeita e indica a necessidade de biópsia. Um espessamento de 2,1 cm (21 mm) é altamente preocupante e reforça a hipótese de SUA-M, que engloba malignidade (câncer de endométrio) ou hiperplasia endometrial (que pode ser precursora de câncer). Para a prática clínica e provas de residência, é fundamental que todo sangramento pós-menopausa seja investigado agressivamente. A biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. A classificação PALM-COEIN ajuda a organizar as causas de SUA, e neste caso, a categoria "M" (Malignidade e Hiperplasia) é a mais provável e a que exige maior atenção devido ao potencial de gravidade.
Sangramento uterino pós-menopausa é um sintoma cardinal que exige investigação imediata para excluir câncer de endométrio, sendo maligno até prova em contrário.
A paciente apresenta obesidade, diabetes e hipertensão, que são fatores de risco conhecidos para o desenvolvimento de câncer de endométrio devido à exposição estrogênica prolongada e alterações metabólicas.
O próximo passo é a obtenção de amostra endometrial para análise histopatológica, seja por biópsia de pipelle, histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem uterina.
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