PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Paciente de 61 anos relata dois episódios de sangramento uterino anormal nos últimos três meses. É hipertensa e portadora de dislipidemia. IMC = 26 kg/m2. G2P2. Menopausa aos 49 anos. Nega uso de terapia hormonal. Apresenta exame colpocitológico oncótico recente negativo para neoplasia e mamografia recente referindo categoria 2 de Bi-Rads. Entre as hipóteses diagnósticas abaixo assinale a alternativa ERRADA:
Sangramento pós-menopausa = sempre investigar câncer de endométrio até prova em contrário.
Sangramento uterino pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação rigorosa para excluir causas malignas, principalmente câncer de endométrio. Condições benignas como atrofia endometrial ou pólipos também são comuns, mas a malignidade deve ser a primeira exclusão.
O sangramento uterino pós-menopausa (SUPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois o câncer de endométrio é a causa em aproximadamente 10% dos casos. A epidemiologia mostra que a incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e fatores de risco como obesidade, hipertensão e dislipidemia (presentes na paciente) são relevantes. A fisiopatologia das causas de SUPM varia. A atrofia endometrial e vaginal é a causa mais comum, decorrente da deficiência estrogênica. Pólipos endometriais são crescimentos benignos que podem sangrar. A hiperplasia endometrial, especialmente a atípica, é uma lesão precursora do câncer. O câncer de endométrio é o mais preocupante, e sua suspeita é alta em pacientes com fatores de risco e sangramento. Hipotireoidismo, embora possa causar irregularidades menstruais em mulheres férteis, não é uma causa direta de sangramento pós-menopausa. O manejo do SUPM sempre inicia com a exclusão de malignidade. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro exame, avaliando a espessura endometrial. Se a espessura for maior que 4-5 mm ou houver fatores de risco, a biópsia endometrial é mandatória para diagnóstico histopatológico. O tratamento dependerá da causa subjacente, variando de terapia estrogênica local para atrofia a histerectomia para câncer.
A principal preocupação é o câncer de endométrio, que deve ser descartado em todos os casos de sangramento uterino pós-menopausa, independentemente de outros sintomas ou fatores de risco.
As causas benignas mais comuns incluem atrofia endometrial e vaginal (devido à deficiência estrogênica), pólipos endometriais e, menos frequentemente, miomas ou endometrite.
A investigação inicial geralmente inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial, seguida de biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem) se a espessura for >4-5mm ou houver suspeita clínica.
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