HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
M.N.B., 59 anos, menopausada há 5 anos, sem uso de terapia hormonal, vem ao ginecologista por apresentar sangramento uterino. Apresenta IMC 28 kg/m² , sem comorbidades, exame ginecológico sem alterações. A ultrassonografia transvaginal evidenciou lesão hiperecogênica medindo 15 x 9 mm, contornos regulares, dentro da cavidade uterina e um halo hiperecoico ao redor, com vaso central ao Doppler. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta nesse caso.
Sangramento pós-menopausa + pólipo endometrial na USG → Histeroscopia cirúrgica para exérese e biópsia.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento uterino, a presença de uma lesão sugestiva de pólipo endometrial na ultrassonografia transvaginal exige investigação e remoção. A histeroscopia cirúrgica é a conduta correta, pois permite a visualização direta, exérese completa do pólipo e envio para análise histopatológica, descartando malignidade.
O sangramento uterino pós-menopausa é uma queixa ginecológica comum e sempre requer investigação rigorosa devido ao risco de malignidade, especialmente câncer de endométrio. Embora a maioria das causas seja benigna, como atrofia endometrial ou pólipos, a exclusão de câncer é primordial. A ultrassonografia transvaginal é o método inicial de escolha para avaliar o endométrio, e a presença de uma lesão focal, como um pólipo, direciona a conduta. Os pólipos endometriais são proliferações benignas do endométrio, mas podem, em casos raros, conter áreas de hiperplasia atípica ou adenocarcinoma, especialmente em mulheres pós-menopausa. A ultrassonografia transvaginal com Doppler pode ajudar a identificar características sugestivas de pólipo (lesão hiperecogênica, vaso central), mas não é diagnóstica de malignidade. A biópsia endometrial cega pode não ser eficaz para lesões focais, e a curetagem uterina pode não remover o pólipo completamente. A histeroscopia cirúrgica é a conduta padrão-ouro para a remoção de pólipos endometriais, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, a ressecção completa do pólipo e o envio do material para exame histopatológico. Isso garante um diagnóstico definitivo e um tratamento adequado, sendo crucial para a segurança da paciente e para a formação do residente em ginecologia, que deve dominar a indicação e execução desse procedimento.
O sangramento uterino pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir causas malignas, como câncer de endométrio, que é a principal preocupação, embora a maioria dos casos seja benigna.
A histeroscopia cirúrgica permite a visualização direta da cavidade uterina, a exérese completa do pólipo sob visão e o envio do material para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso e terapêutico, minimizando o risco de deixar lesões residuais ou não diagnosticar malignidade.
Na ultrassonografia transvaginal, um pólipo endometrial geralmente aparece como uma lesão hiperecogênica, homogênea, com contornos regulares, localizada dentro da cavidade uterina, e pode apresentar um vaso central ao Doppler, o que ajuda a diferenciá-lo de outras patologias endometriais.
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