SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma paciente de 51 anos de idade, G3P3, apresenta sangramento uterino pós‑menopausa. O exame de ultrassonografia transvaginal demonstra um endométrio com 5 mm de espessura, sem outras anormalidades. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o próximo passo na avaliação da paciente.
Sangramento pós-menopausa SEMPRE exige investigação, mesmo com endométrio < 4-5 mm, para excluir malignidade.
Qualquer sangramento uterino pós-menopausa é considerado anormal e deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. Embora um endométrio fino (<4-5 mm) na USG transvaginal reduza o risco, não o exclui completamente, e a biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico.
O sangramento uterino pós-menopausa (SUPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a maioria das causas seja benigna (como atrofia endometrial), o câncer de endométrio é a malignidade ginecológica mais comum em mulheres pós-menopausa e deve ser excluído. A avaliação inicial do SUPM geralmente inclui uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura inferior a 4 mm geralmente tem um baixo risco de malignidade. No entanto, este valor de corte não é absoluto, e a presença de sangramento, mesmo com um endométrio de 5 mm (como no caso), ainda justifica uma investigação mais aprofundada. O próximo passo na avaliação é a obtenção de tecido endometrial para análise histopatológica. Isso pode ser feito por biópsia endometrial ambulatorial (pipelle) ou, preferencialmente, por histeroscopia com biópsia dirigida. A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (como pólipos ou miomas submucosos) e biópsia de áreas suspeitas, aumentando a sensibilidade diagnóstica para câncer de endométrio e hiperplasia. A terapia com progesterona ou estrogênio não deve ser iniciada antes de excluir malignidade.
Qualquer sangramento uterino após a menopausa é considerado anormal e um sinal de alerta para condições como atrofia endometrial, pólipos, hiperplasia ou, mais gravemente, câncer de endométrio, exigindo investigação imediata.
Geralmente, um endométrio > 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal em mulheres pós-menopausa com sangramento é indicação para biópsia. No entanto, mesmo com endométrio < 4-5 mm, a biópsia pode ser necessária se o sangramento for persistente ou recorrente, pois não exclui totalmente malignidade.
Embora 5 mm seja um valor limítrofe, a biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico de câncer ou hiperplasia endometrial. A histeroscopia permite visualização direta e biópsia dirigida, aumentando a acurácia diagnóstica.
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