PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
A.M.B., 62 anos, apresenta sangramento vaginal de quantidade variável há 3 meses. Multípara, conta que sua menarca foi aos 11 anos e a menopausa aos 55 anos. Atualmente, usa como medicamentos Losartana potássica 50mg, Nifedipino 10mg, Rivaroxabana 20mg, AAS 100mg e Metformina 1,5 g ao dia. No exame físico, não se percebe nenhuma alteração relevante, exceto a constatação de sangramento através do orifício do colo uterino, o volume uterino discretamente aumentado e irregular. Assinale a alternativa CORRETA entre as abaixo relacionadas, a respeito deste resumo clínico:
Sangramento pós-menopausa → SEMPRE investigar endométrio para excluir malignidade, especialmente com fatores de risco como hipertensão e diabetes.
Qualquer sangramento uterino após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir patologias malignas, como o câncer de endométrio. Fatores de risco como hipertensão, diabetes e uso de anticoagulantes aumentam a suspeita e a necessidade de investigação aprofundada, incluindo a avaliação endometrial.
O sangramento uterino pós-menopausa (SUPM) é uma queixa comum e sempre deve ser investigado com rigor. Define-se como qualquer sangramento vaginal que ocorre um ano ou mais após a última menstruação. Sua importância clínica reside no fato de que, embora a maioria das causas seja benigna, cerca de 10% a 15% dos casos podem estar associados a câncer de endométrio, especialmente em pacientes com fatores de risco. A fisiopatologia do SUPM pode envolver atrofia endometrial ou vaginal, pólipos endometriais, miomas, hiperplasia endometrial ou, mais gravemente, câncer de endométrio. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio, como idade avançada, hipertensão e diabetes. Além disso, o uso de anticoagulantes (Rivaroxabana, AAS) pode exacerbar sangramentos, mas não exclui a necessidade de investigação de uma causa orgânica subjacente. A conduta inicial para SUPM inclui exame físico completo, ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se necessário, biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem). A exclusão de malignidade é prioritária. O léxico PALM-COEIN, embora mais focado em mulheres na pré-menopausa, serve como um lembrete da importância de categorizar as causas de sangramento, com a categoria 'M' (Malignidade e hiperplasia) sendo a mais relevante para o SUPM.
A principal preocupação é a exclusão de malignidade, especialmente o câncer de endométrio. Qualquer sangramento após a menopausa deve ser considerado suspeito até que se prove o contrário, exigindo investigação completa.
Fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno, nuliparidade, menopausa tardia e história familiar de câncer colorretal não polipose hereditário (síndrome de Lynch).
O léxico PALM-COEIN é mais utilizado para sangramento uterino anormal em mulheres na pré-menopausa. No contexto pós-menopausa, a letra 'M' (Malignidade e hiperplasia) do PALM é a principal categoria a ser investigada, destacando a necessidade de excluir câncer de endométrio.
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