Sangramento Pós-Menopausa: Investigação e Biópsia Endometrial

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Uma senhora de 65 anos, menopausada desde os 53 anos, obesa, apresenta um sangramento uterino de moderada quantidade, que durou 8 dias. Foi solicitada uma ultrassonografia pélvica, que evidenciou um espessamento endometrial de 12 mm.Com base nestes dados, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a histeroscopia com biópsia de endométrio é a única forma de prosseguir com este caso.
  2. B) não existe indicação formal para submeter esta senhora a uma biópsia de endométrio.
  3. C) a histerectomia com anatomia patológica de todo o útero é a melhor forma de prosseguir com este caso.
  4. D) AMIU (Aspiração Manual Intrauterina) ou Pipelle podem servir para colher uma amostra endometrial ambulatorialmente.
  5. E) serão obrigatoriamente necessárias a internação e anestesia para se colher uma amostra endometrial.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + espessamento endometrial > 4-5mm → investigar com biópsia ambulatorial (Pipelle/AMIU).

Resumo-Chave

Sangramento uterino pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e exige investigação para excluir malignidade, especialmente com espessamento endometrial. A biópsia pode ser realizada ambulatorialmente com técnicas como Pipelle ou AMIU, que são eficazes e menos invasivas.

Contexto Educacional

O sangramento uterino pós-menopausa é um sintoma que sempre deve ser investigado, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. Em mulheres na pós-menopausa, um espessamento endometrial maior que 4-5 mm à ultrassonografia pélvica, associado a sangramento, é uma indicação formal para biópsia endometrial. A obesidade, menopausa tardia e idade avançada são fatores de risco para hiperplasia e câncer de endométrio. A histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro, mas não é a única forma de prosseguir. Métodos ambulatoriais como a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) ou a biópsia por Pipelle são minimamente invasivos, bem tolerados e possuem alta sensibilidade para detectar malignidades, sendo opções válidas para a coleta de amostras endometriais sem a necessidade de internação ou anestesia geral na maioria dos casos. A histerectomia é um tratamento definitivo, mas não a primeira conduta diagnóstica. A biópsia é essencial para guiar o tratamento. A compreensão das opções diagnósticas e seus riscos/benefícios é crucial para o manejo adequado dessas pacientes, permitindo um diagnóstico precoce e tratamento oportuno de condições pré-malignas ou malignas.

Perguntas Frequentes

Qual o valor de corte para espessamento endometrial em mulheres pós-menopausa?

Em mulheres pós-menopausa com sangramento, um espessamento endometrial maior que 4-5 mm à ultrassonografia pélvica é considerado anormal e requer investigação adicional, geralmente por biópsia.

Quais as indicações para biópsia de endométrio em sangramento pós-menopausa?

A principal indicação é qualquer episódio de sangramento uterino pós-menopausa, especialmente se associado a espessamento endometrial na ultrassonografia, para excluir hiperplasia ou câncer de endométrio.

Quais as vantagens da Pipelle ou AMIU para biópsia endometrial?

Pipelle e AMIU são métodos ambulatoriais, minimamente invasivos, bem tolerados e com alta sensibilidade para detectar malignidades, evitando a necessidade de internação e anestesia geral em muitos casos.

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