Menorragia Aguda por SUD: Tratamento de Urgência

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020

Enunciado

SGA, 50 anos é atendida em emergência com queixa de volumoso sangramento via vaginal, coágulos e tonteira. Ao exame físico a paciente apresentava-se com anemia importante. Após exames complementares de urgência foram excluídas causas orgânicas e o caso foi classificado como sangramento uterino disfuncional (SUD). A melhor opção para o tratamento clínico da menorragia aguda é

Alternativas

  1. A) ácido mefenâmico, 500mg, 3 vezes ao dia por 5 dias iniciando junto com a menstruação.
  2. B) sistema intrauterino liberador de levonorgestrel.
  3. C) estrogênios equinos conjugados, 2,5mg, 6/6hs até a melhora do sangramento.
  4. D) noretindrona, 5mg, 3 vezes ao dia, do 15º ao 26º dias do ciclo.
  5. E) contraceptivos orais combinados, 1 vez ao dia até a melhora do sangramento.

Pérola Clínica

Menorragia aguda por SUD com anemia → Estrogênios equinos conjugados (EEC) em altas doses é a melhor opção para controle rápido.

Resumo-Chave

Em casos de menorragia aguda grave por SUD, especialmente com anemia, estrogênios em altas doses (como EEC 2,5mg 6/6h) promovem uma rápida proliferação endometrial, estabilizando o endométrio e controlando o sangramento.

Contexto Educacional

O sangramento uterino disfuncional (SUD) é um diagnóstico de exclusão, caracterizado por sangramento uterino anormal sem causa orgânica identificável. A menorragia aguda, uma forma de SUD, refere-se a um sangramento uterino excessivo que exige intervenção imediata. É comum em mulheres perimenopáusicas devido à anovulação crônica, resultando em um endométrio proliferativo instável e propenso a sangramentos irregulares e volumosos. A avaliação inicial deve excluir causas orgânicas como pólipos, miomas, adenomiose, malignidades e distúrbios de coagulação. No contexto de menorragia aguda com anemia importante, o objetivo principal é a interrupção rápida do sangramento. A terapia com estrogênios equinos conjugados (EEC) em altas doses (2,5 mg a cada 6 horas) é a abordagem mais eficaz. O estrogênio promove uma rápida proliferação e estabilização do endométrio, induzindo a hemostasia. Após o controle do sangramento, que geralmente ocorre em 12-24 horas, a dose pode ser gradualmente reduzida e um progestagênio adicionado para induzir uma retirada controlada e prevenir novo sangramento. Outras opções para o manejo crônico ou menos agudo incluem contraceptivos orais combinados, progestagênios cíclicos ou contínuos, sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG), ácido tranexâmico e AINEs. A escolha depende da idade da paciente, desejo de fertilidade e comorbidades. A histerectomia é uma opção para casos refratários ou quando a paciente não deseja mais gestar.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para classificar um sangramento como menorragia aguda grave?

A menorragia aguda grave é caracterizada por sangramento uterino volumoso que requer intervenção imediata para prevenir perda sanguínea adicional, frequentemente associada a sinais de hipovolemia ou anemia importante.

Por que os estrogênios equinos conjugados são a melhor opção para menorragia aguda?

Os estrogênios em altas doses promovem uma rápida proliferação do endométrio, estabilizando a camada funcional e induzindo a hemostasia. A dose de 2,5mg a cada 6 horas é eficaz para controle rápido.

Quais outras opções de tratamento existem para sangramento uterino disfuncional crônico?

Para o manejo crônico do SUD, podem ser utilizados contraceptivos orais combinados, progestagênios (como noretindrona ou SIU-LNG), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e antifibrinolíticos (ácido tranexâmico).

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