HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Paciente de 11 anos é levada ao PS após apresentar sangramento vaginal aumentado associado a cólicas de moderada intensidade. A mãe refere que este é o segundo episódio de sangramento mais intenso desde que ela começou a menstruar há 9 meses. Paciente é virgem e nega comorbidades. Ao exame está em bom estado geral, corada, eupneica, afebril, PA 110 x 70 mmHg, FC: 85bpm. Abdome plano, flácido, doloroso a palpação profunda em região hipogástrica. Genitália externa - lábio maior recobrindo menor, hímen pérvio com saída de sangue em pequena quantidade. Assinale a alternativa que contenha a melhor proposta terapêutica e justificativa.
Sangramento uterino disfuncional é comum e autolimitado nos primeiros 2 anos pós-menarca.
Em adolescentes, a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário nos primeiros anos pós-menarca frequentemente causa ciclos anovulatórios e sangramento uterino disfuncional, que geralmente é autolimitado e pode ser manejado com AINEs para sintomas.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa comum na adolescência, especialmente nos primeiros anos pós-menarca. É crucial para o residente saber diferenciar o sangramento fisiológico daquele que requer investigação, pois a maioria dos casos nessa faixa etária é de natureza disfuncional e autolimitada. A principal causa do SUA na adolescência é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que resulta em ciclos anovulatórios. Nesses ciclos, a falta de progesterona leva a um endométrio proliferativo instável, que se descama de forma irregular e prolongada. Embora a maioria seja benigna, é importante excluir outras causas, como coagulopatias (Doença de Von Willebrand é a mais comum), distúrbios endócrinos ou infecções. O manejo inicial do SUA disfuncional em adolescentes geralmente envolve medidas de suporte e sintomáticas. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são eficazes para reduzir o fluxo e aliviar as cólicas. A tranquilização da paciente e da família é fundamental, explicando a fisiologia e a natureza autolimitada da condição. Em casos de sangramento intenso ou persistente, pode-se considerar terapia hormonal ou investigação mais aprofundada.
A causa mais comum é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, levando a ciclos anovulatórios e sangramento uterino disfuncional, que tende a ser autolimitado nos primeiros dois anos pós-menarca.
A conduta inicial geralmente envolve a prescrição de anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) para controle da dor e redução do fluxo, além de tranquilizar a paciente e a família sobre a natureza autolimitada da condição.
Outras causas, como coagulopatias (ex: Doença de Von Willebrand) ou causas estruturais, devem ser investigadas se o sangramento for excessivamente intenso, persistente, associado a outros sintomas ou não responder à terapia inicial.
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