Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
O sangramento uterino disfuncional configura um quadro clínico frequente, com prevalência maior no início dos ciclos menstruais e na proximidade da menopausa (climatério). Para o controle desse sangramento crônico no período de climatério, dentre os tratamentos a seguir, indique o mais adequado.
SUD no climatério → Progestógeno oral na segunda fase do ciclo (15º-25º dia).
O sangramento uterino disfuncional no climatério é frequentemente causado por anovulação e deficiência de progesterona. O tratamento com progestógeno oral na segunda metade do ciclo visa estabilizar o endométrio e induzir uma descamação organizada, controlando o sangramento.
O Sangramento Uterino Disfuncional (SUD), atualmente classificado como Sangramento Uterino Anormal (SUA) de causa não estrutural (PALM-COEIN), é uma queixa comum no climatério. Nesse período, a irregularidade menstrual e os sangramentos anormais são frequentemente decorrentes da anovulação, onde há produção estrogênica sem a devida oposição progestagênica, levando a uma proliferação endometrial desordenada e instável. O manejo visa estabilizar o endométrio e controlar o sangramento. O tratamento mais adequado para o SUD crônico no climatério, na ausência de causas estruturais ou malignas, é a administração de progestógeno oral. A sua utilização na segunda fase do ciclo menstrual (tipicamente do 15º ao 25º dia, ou por 10-14 dias) mimetiza a fase lútea, promovendo a maturação secretora do endométrio e uma descamação mais organizada e controlada, reduzindo o sangramento. Essa abordagem é eficaz para estabilizar o endométrio e prevenir a hiperplasia. É importante diferenciar essa conduta de outras opções. O DIU de cobre pode aumentar o sangramento e não é indicado. A tibolona é uma terapia hormonal para sintomas da menopausa, não para controle de sangramento disfuncional agudo. Estrogênios isolados podem exacerbar a proliferação endometrial e o sangramento. O progestógeno oral em esquema contínuo ou em outros períodos pode ser usado em situações específicas, mas para o controle do sangramento crônico anovulatório, o esquema cíclico na segunda fase é o mais clássico e eficaz.
A principal causa é a anovulação, que leva a uma produção irregular de estrogênio sem a oposição adequada da progesterona, resultando em proliferação endometrial excessiva e instável.
O progestógeno oral, administrado na segunda fase do ciclo, promove a maturação e estabilização do endométrio proliferado, induzindo uma descamação organizada e controlando o sangramento.
Além dos progestógenos orais, outras opções incluem o DIU liberador de levonorgestrel, ablação endometrial e, em casos refratários ou com outras indicações, a histerectomia.
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