UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
O sangramento uterino anormal é uma queixa frequente nos consultórios de ginecologia. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) classifica suas etiologias com o sistema PALM-COEIN. As etiologias do PALM-COEIN são: Pólipo uterino (P), Adenomiose (A), Leiomiomia (L), lesões precursoras e Malignas do corpo uterino (M), Coagulopatias (C), distúrbios da Ovulação (O), disfunção Endometrial (E), Iatrogênicas (I) e Não classificadas nos itens anteriores (N). Considere uma paciente de 42 anos GIII PIII A0, já submetida a laqueadura tubária no último parto, com queixa de aumento do volume menstrual e do número de dias de sangramento, além de apresentar dispareunia e dismenorréia. Não possuiu outras patologias clínicas. Realizou ressonância nuclear magnética da pelve com achado de útero difusamente aumentado de volume e irregularidade da zona juncional com aumento de sua espessura. Assinale a alternativa correta, quanto ao diagnóstico e tratamento dessa paciente:
Adenomiose = SUA + dismenorreia/dispareunia + útero difusamente aumentado + irregularidade zona juncional na RM.
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio, levando a sintomas como sangramento uterino anormal, dismenorreia e dispareunia. O diagnóstico é fortemente sugerido por achados de imagem, como o espessamento e irregularidade da zona juncional na ressonância magnética, e o tratamento definitivo é a histerectomia.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma das queixas ginecológicas mais comuns, afetando significativamente a qualidade de vida das mulheres. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) desenvolveu o sistema PALM-COEIN para classificar as etiologias do SUA, facilitando o diagnóstico e manejo. Dentre as causas estruturais (PALM), a adenomiose é uma condição prevalente, caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do miométrio. A fisiopatologia da adenomiose envolve a invasão do endométrio basal no miométrio, levando a hipertrofia e hiperplasia do músculo liso circundante. Isso resulta em um útero difusamente aumentado e amolecido. Os sintomas típicos incluem sangramento uterino anormal (especialmente menorragia), dismenorreia secundária e progressiva, dor pélvica crônica e dispareunia. O diagnóstico é fortemente sugerido pela clínica e exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal pode mostrar um útero globoso e heterogêneo, mas a ressonância magnética (RM) da pelve é o padrão ouro não invasivo, revelando o espessamento e a irregularidade da zona juncional, que é a interface entre o endométrio e o miométrio. O tratamento da adenomiose varia conforme a gravidade dos sintomas, idade da paciente e desejo de fertilidade. Para mulheres que não desejam mais engravidar e com sintomas refratários, a histerectomia é o tratamento definitivo. Opções conservadoras incluem terapia hormonal (progestagênios, DIU liberador de levonorgestrel, agonistas de GnRH) para controle dos sintomas, embolização da artéria uterina ou ablação endometrial em casos selecionados. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a condição pode ser debilitante se não for gerenciada.
Os principais sintomas da adenomiose incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dismenorreia intensa e progressiva, dispareunia profunda, dor pélvica crônica e aumento do volume uterino.
A ressonância magnética da pelve é o exame de imagem mais sensível para o diagnóstico de adenomiose, evidenciando o espessamento e a irregularidade da zona juncional miometrial, cistos miometriais e estrias de alto sinal na sequência T2.
O tratamento definitivo para a adenomiose é a histerectomia. Para pacientes que desejam preservar a fertilidade ou evitar a cirurgia, opções como terapia hormonal (progestagênios, DIU liberador de levonorgestrel, agonistas de GnRH) ou ablação endometrial podem ser consideradas para controle dos sintomas.
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