UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
O sangramento uterino anormal é condição frequente nos ambulatórios de ginecologia, apresentando impacto negativo nas condições de vida das mulheres acometidas. Para o tratamento clínico, NÃO se pode utilizar:
SUA: Agentes anti-inflamatórios hormonais NÃO são opção terapêutica; AINEs, antifibrinolíticos e hormonais são.
O tratamento clínico do sangramento uterino anormal (SUA) pode incluir antifibrinolíticos (ácido tranexâmico), medicamentos hormonais (ACO, progestágenos, DIU hormonal) e agonistas de GnRH. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são usados, mas a alternativa 'anti-inflamatórios hormonais' é uma categoria incorreta para essa condição.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição ginecológica comum, definida como qualquer sangramento uterino que difere em frequência, regularidade, duração ou volume do sangramento menstrual normal. Afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres e pode ter diversas etiologias, classificadas pelo sistema PALM-COEIN, que distingue causas estruturais de não estruturais. O diagnóstico envolve a exclusão de gravidez e a avaliação de causas estruturais (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade) e não estruturais (coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica, não classificada). A abordagem terapêutica depende da etiologia subjacente, idade da paciente, desejo de gravidez e gravidade do sangramento, podendo ser clínica ou cirúrgica. O tratamento clínico do SUA pode incluir agentes antifibrinolíticos (ácido tranexâmico), que reduzem o sangramento ao inibir a fibrinólise; medicamentos hormonais como contraceptivos orais combinados, progestágenos (orais, injetáveis, DIU hormonal) que estabilizam o endométrio; e agonistas do GnRH, que induzem um estado hipoestrogênico. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) são também utilizados para reduzir o fluxo e a dor, mas a categoria de 'agentes anti-inflamatórios hormonais' não é uma opção terapêutica para o SUA.
As principais classes incluem agentes antifibrinolíticos (como o ácido tranexâmico), medicamentos hormonais (como contraceptivos orais combinados, progestágenos e DIU hormonal) e agonistas do GnRH.
Os AINEs são eficazes na redução do fluxo menstrual e da dismenorreia associada ao SUA, atuando na inibição da síntese de prostaglandinas no endométrio, que estão envolvidas na vasodilatação e sangramento.
Os agonistas do GnRH são geralmente reservados para casos de SUA refratários a outras terapias, ou para reduzir o sangramento pré-operatoriamente, devido aos seus efeitos colaterais e custo, que limitam o uso a longo prazo.
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