FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum que afeta até 40% de mulheres no mundo, impacta negativamente sobre a qualidade de vida das mulheres, sendo a vida social e os relacionamentos prejudicados em quase dois terços dos casos. Quanto ao tratamento do SUA, assinale a alternativa correta.
SUA: Tratamento medicamentoso inclui hormonal (ACO, progestagênios, SIU-LNG) e não hormonal (AINEs, antifibrinolíticos).
O tratamento do Sangramento Uterino Anormal (SUA) é multifacetado e pode ser medicamentoso ou cirúrgico. As opções medicamentosas são a primeira linha para muitas pacientes e abrangem terapias hormonais (como contraceptivos orais combinados, progestagênios e SIU-LNG) e não hormonais (como anti-inflamatórios não esteroides e antifibrinolíticos), visando controlar o sangramento e melhorar a qualidade de vida.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição ginecológica prevalente, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva e perimenopausa, com impacto substancial na qualidade de vida. A etiologia do SUA é classificada pelo sistema PALM-COEIN, que distingue causas estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) de não estruturais (Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A abordagem terapêutica deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, desejo de fertilidade, comorbidades e a causa subjacente. A avaliação inicial do SUA visa identificar a causa e excluir malignidade. Isso pode envolver exames de imagem como ultrassonografia transvaginal, histerossonografia e, em casos selecionados, histeroscopia com biópsia endometrial, especialmente em mulheres com mais de 45 anos ou com fatores de risco para câncer de endométrio. É importante ressaltar que, embora esses exames sejam diagnósticos, eles não são, por si só, tratamentos para controlar o sangramento pela ablação do endométrio na avaliação primária. A embolização da artéria uterina, por exemplo, é uma opção para miomas, mas não é a primeira escolha em instabilidade hemodinâmica, onde a histerectomia pode ser mais rápida e salvadora. O tratamento do SUA é vasto e inclui opções medicamentosas e cirúrgicas. As opções medicamentosas são frequentemente a primeira linha e englobam terapias hormonais (como contraceptivos orais combinados, progestagênios orais cíclicos ou contínuos, progestagênios injetáveis e o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel) e não hormonais (como anti-inflamatórios não esteroides e antifibrinolíticos). O tratamento cirúrgico, como a histerectomia, é reservado para falha do tratamento clínico, desejo de não preservar a fertilidade ou em casos de malignidade, sendo a via laparoscópica preferencial quando clinicamente apropriado. A ablação endometrial é uma opção cirúrgica para controle do sangramento em casos selecionados, mas não é parte da avaliação primária diagnóstica.
As principais classes incluem tratamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados, progestagênios (orais, injetáveis ou sistema intrauterino liberador de levonorgestrel), e tratamentos não hormonais, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e antifibrinolíticos (ácido tranexâmico).
O tratamento cirúrgico é geralmente reservado para casos de falha do tratamento clínico, presença de causas estruturais específicas (como miomas grandes ou pólipos que não respondem), ou quando a paciente tem prole definida e não deseja preservar a fertilidade, sendo a histerectomia uma opção definitiva.
A avaliação primária para afastar risco de câncer de endométrio inclui a biópsia de endométrio, especialmente em mulheres com fatores de risco ou idade > 45 anos. Histerossonografia e histeroscopia são úteis para identificar causas estruturais e guiar a biópsia, mas não controlam o sangramento por ablação diretamente na avaliação inicial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo