HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
O Sangramento uterino anormal (SUA) está entre as principais causas de procura por consulta médica na atenção primária. Sobre esse tema é correto afirmar:
SUA: progestágenos (AMPD + medroxiprogesterona oral) são opção terapêutica eficaz para controle do sangramento.
O tratamento do Sangramento Uterino Anormal (SUA) é multifacetado e depende da causa subjacente. Progestágenos, como o acetato de medroxiprogesterona de depósito e oral, são frequentemente utilizados para estabilizar o endométrio e reduzir o sangramento, especialmente em casos de disfunção hormonal ou hiperplasia endometrial.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, sendo uma das principais razões para consultas na atenção primária. Sua etiologia é variada, abrangendo desde distúrbios hormonais até condições estruturais do útero, como miomas e adenomiose. A abordagem diagnóstica e terapêutica do SUA exige uma compreensão aprofundada das diferentes causas e das opções de tratamento disponíveis, visando melhorar a qualidade de vida da paciente. A fisiopatologia do SUA pode envolver desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, alterações endometriais locais ou patologias estruturais. O diagnóstico diferencial é crucial e é guiado pelo sistema PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e Hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A investigação inclui anamnese detalhada, exame físico, ultrassonografia transvaginal e, em alguns casos, histeroscopia e biópsia endometrial. O tratamento do SUA é individualizado e pode variar de manejo expectante a intervenções clínicas ou cirúrgicas. Progestágenos, como o acetato de medroxiprogesterona (oral ou de depósito), são frequentemente utilizados para estabilizar o endométrio e controlar o sangramento, sendo uma opção eficaz para diversas etiologias. Outras opções incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ácido tranexâmico, contraceptivos orais combinados e o sistema intrauterino (SIU) com levonorgestrel. A histerectomia é o tratamento definitivo, mas é reservada para casos refratários ou quando outras opções não são adequadas.
As causas do SUA são classificadas pelo sistema PALM-COEIN, incluindo pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade e hiperplasia (estruturais), e coagulopatias, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica e não classificadas (não estruturais).
A histerectomia é o tratamento definitivo para adenomiose e hiperplasia endometrial, mas é reservada para casos refratários ao tratamento clínico, pacientes com desejo de não ter mais filhos ou quando há atipias/malignidade na hiperplasia.
O SIU com Levonorgestrel é uma excelente opção para o tratamento do SUA, especialmente em casos de disfunção ovulatória, adenomiose e miomas que não distorcem a cavidade uterina, devido ao seu efeito atrófico no endométrio.
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