IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024
Sangramento Uterino Anormal (SUA) é a denominação utilizada atualmente para nomear as alterações da menstruação decorrentes de aumento no volume, na duração ou na frequência. Considerando as informações obre a SUA é correto afirmar que
USG pélvica é o exame inicial mais útil para SUA, com alta sensibilidade para lesões endometriais, embora baixa especificidade.
A ultrassonografia pélvica é a ferramenta diagnóstica de primeira linha para o Sangramento Uterino Anormal (SUA), fornecendo informações cruciais sobre a morfologia uterina e endometrial. Sua alta sensibilidade permite detectar a maioria das lesões, mas a baixa especificidade exige exames adicionais para confirmação diagnóstica e diferenciação entre lesões benignas e malignas.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum que afeta mulheres em todas as fases da vida reprodutiva e pós-menopausa, caracterizada por alterações no volume, duração ou frequência do sangramento menstrual. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) propôs o sistema PALM-COEIN para classificar as causas, dividindo-as em estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). No diagnóstico do SUA, a ultrassonografia pélvica é o exame complementar de primeira linha e o que mais dados fornece para a condução dos casos. Possui alta sensibilidade (96%) para detectar lesões endometriais e miometriais, sendo fundamental para identificar causas estruturais. No entanto, sua especificidade é baixa (13,8%) para lesões endometriais em geral, o que significa que achados ultrassonográficos podem ser inespecíficos e exigir investigação adicional, como histeroscopia com biópsia, para um diagnóstico definitivo, especialmente para diferenciar lesões benignas de malignas. O manejo do SUA depende da causa subjacente, da idade da paciente e do desejo de fertilidade. As opções terapêuticas variam desde tratamento medicamentoso (hormonal ou não hormonal) até procedimentos cirúrgicos, como histeroscopia para remoção de pólipos, miomectomia ou, em casos selecionados, histerectomia. A avaliação individualizada e a exclusão de malignidade, especialmente em mulheres na pós-menopausa ou com fatores de risco, são cruciais para um plano de tratamento eficaz e seguro.
A classificação PALM-COEIN, da FIGO, categoriza as causas de SUA. PALM (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) refere-se às causas estruturais, enquanto COEIN (Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada) refere-se às causas não estruturais.
A ultrassonografia pélvica é o exame de imagem inicial mais importante, pois permite avaliar o útero, ovários e endométrio, identificando causas estruturais como miomas, pólipos ou adenomiose, e fornecendo dados para direcionar a investigação adicional.
A biópsia de endométrio é indicada em casos de SUA, especialmente em mulheres com fatores de risco para hiperplasia ou câncer de endométrio, como idade avançada, obesidade, anovulação crônica ou falha no tratamento clínico, para descartar malignidade.
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