UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
De acordo com a nomenclatura atual, as causas de Sangramento uterino anormal (SUA) são divididas em nove categorias dispostas de acordo com o acrônimo PALM-COEIN: pólipo, adenomiose, leiomioma, malignidade do endométrio, coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica e causas não classificadas previamente. De acordo com o exposto quais exames complementares podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico de SUA?
Diagnóstico SUA (PALM-COEIN) → β-hCG, hemograma, USG transvaginal, histerossonografia, histeroscopia, biópsia endometrial.
A investigação do Sangramento Uterino Anormal (SUA) deve ser abrangente, começando com a exclusão de gravidez e anemia, e progredindo para métodos de imagem e invasivos como ultrassonografia, histerossonografia, histeroscopia e biópsia endometrial, conforme a suspeita etiológica PALM-COEIN.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que pode impactar significativamente a qualidade de vida da mulher. A nomenclatura PALM-COEIN, desenvolvida pela FIGO, categoriza as causas de SUA em estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e Hiperplasia) e não estruturais (Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica e Não Classificadas), fornecendo uma abordagem sistemática para o diagnóstico. A investigação diagnóstica do SUA deve ser abrangente. Inicialmente, é fundamental excluir gravidez com dosagem de β-hCG e avaliar o impacto do sangramento com um hemograma completo para verificar anemia. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para identificar causas estruturais uterinas e ovarianas. Para uma avaliação mais detalhada do endométrio e da cavidade uterina, podem ser necessários exames complementares como a histerossonografia (ultrassonografia com infusão salina) e a histeroscopia, que permite a visualização direta e a biópsia de lesões. A biópsia de endométrio é crucial para descartar malignidade ou hiperplasia, especialmente em mulheres com mais de 45 anos ou com fatores de risco para câncer endometrial.
O β-hCG é essencial para excluir gravidez, uma causa comum de sangramento. O hemograma avalia a presença e a gravidade da anemia, que pode ser uma complicação do SUA.
A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para avaliar o útero e ovários, identificando causas estruturais como pólipos, miomas, adenomiose e alterações endometriais.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina para identificar lesões focais. A biópsia de endométrio é crucial para descartar hiperplasia ou malignidade endometrial, especialmente em mulheres com fatores de risco ou idade avançada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo