SUA em Adolescentes: Diagnóstico, Causas e Conduta Inicial

HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015

Enunciado

Adolescente de 17 anos, com vida sexual ativa, utilizando preservativo, apresenta irregularidade menstrual, ciclos a cada 45/60 dias com duração de 6 dias e sangramento aumentado, procura o pronto-socorro com história de sangramento vaginal intenso há 8 dias, com coágulos. Exame ginecológico normal e teste plasmático de gravidez negativo. A MELHOR conduta inicial, para esse caso, é:

Alternativas

  1. A) biópsia de endométrio para orientar tratamento.
  2. B) progestagênio oral, após 8 dias.
  3. C) tratamento com anticoncepcional oral combinado.
  4. D) curetagem uterina.

Pérola Clínica

SUA intenso em adolescente anovulatória, teste gravidez negativo → Biópsia de endométrio para guiar tratamento.

Resumo-Chave

Em uma adolescente com sangramento uterino anormal intenso, irregularidade menstrual crônica (sugerindo anovulação) e teste de gravidez negativo, a biópsia de endométrio é crucial para excluir hiperplasia endometrial ou outras patologias antes de iniciar o tratamento. A anovulação crônica pode levar a um endométrio espessado e instável.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes é uma queixa comum no pronto-socorro e no consultório ginecológico. A abordagem inicial deve focar na exclusão de gravidez e na estabilização hemodinâmica, se necessário. Em adolescentes, a causa mais frequente de SUA é a anovulação devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, resultando em sangramento uterino disfuncional. No entanto, em casos de sangramento intenso e prolongado, como o descrito, é crucial investigar a integridade do endométrio. A exposição prolongada e sem oposição de estrogênio, comum na anovulação crônica, pode levar à hiperplasia endometrial. Embora rara em adolescentes, a hiperplasia é uma condição pré-maligna que exige diagnóstico e tratamento específicos. Portanto, a biópsia de endométrio é a melhor conduta inicial para guiar o tratamento, descartando patologias mais graves. Após a exclusão de hiperplasia ou outras patologias endometriais, o tratamento pode incluir terapia hormonal para regular o ciclo e controlar o sangramento. Anticoncepcionais orais combinados são frequentemente utilizados para estabilizar o endométrio e induzir sangramentos de privação regulares. O residente deve estar atento à necessidade de uma investigação completa antes de iniciar qualquer terapia empírica, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de sangramento uterino anormal em adolescentes?

Em adolescentes, a causa mais comum de sangramento uterino anormal é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, levando à anovulação. Outras causas incluem coagulopatias, infecções, distúrbios da tireoide e, menos frequentemente, patologias estruturais.

Por que a biópsia de endométrio é importante nesse caso?

A biópsia de endométrio é fundamental para avaliar a histologia endometrial. Em casos de anovulação crônica, o endométrio pode estar exposto a estrogênio sem oposição da progesterona, levando a hiperplasia endometrial, que precisa ser diagnosticada e tratada adequadamente para prevenir complicações futuras.

Quando considerar o tratamento hormonal para sangramento uterino anormal em adolescentes?

O tratamento hormonal, como anticoncepcionais orais combinados ou progestagênios, é uma opção após a exclusão de patologias endometriais significativas e se a causa for disfunção ovulatória. A escolha depende da intensidade do sangramento e do desejo de contracepção.

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