SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021
O Sangramento Uterino Anormal é uma das queixas mais frequentes nos atendimentos em Saúde da Mulher. Assinale a alternativa correta:I. Causas sistêmicas devem ser pesquisadas através de tempo de sangramento e de coagulação, de contagem de plaquetas, de dosagem de prolactina e de provas de função tiroidiana. As outras dosagens hormonais são, em geral, dispensadas e só se justificam em uns poucos casos.II. Inicialmente, deve-se solicitar beta HCG e hemograma completo, bem como realizar uma avaliação ultrassonográfica para afastar causas estruturais.III. Os anticoncepcionais hormonais estão, com frequência, associados a sangramentos intermenstruais e manchas (spotting).IV. Os sangramentos anovulatórios podem ocorrer em qualquer época, embora se concentrem nos extremos do período reprodutivo.
SUA: investigar causas sistêmicas (coagulação, tireoide, prolactina), afastar gestação (beta HCG) e estruturais (USG), lembrar spotting por ACO e anovulação nos extremos da vida reprodutiva.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) exige uma abordagem diagnóstica completa, incluindo exclusão de gravidez, avaliação de causas estruturais por ultrassonografia e pesquisa de distúrbios sistêmicos como coagulopatias e disfunções tireoidianas. Sangramentos anovulatórios são comuns nos extremos da vida reprodutiva e o spotting é um efeito adverso frequente dos anticoncepcionais hormonais.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica prevalente que exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica sistemática. É fundamental diferenciar entre causas estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A epidemiologia do SUA varia com a idade, sendo mais comum na perimenarca e perimenopausa devido a disfunções ovulatórias. A investigação inicial do SUA deve sempre incluir a exclusão de gravidez com beta HCG, avaliação de anemia com hemograma completo e ultrassonografia pélvica para identificar causas estruturais. Além disso, é crucial pesquisar causas sistêmicas como coagulopatias (tempo de sangramento e coagulação, contagem de plaquetas), disfunções tireoidianas (TSH, T4 livre) e hiperprolactinemia. A compreensão da fisiopatologia, como a anovulação que leva a um endométrio proliferativo instável, é chave para o manejo. O tratamento do SUA depende da causa subjacente. Anticoncepcionais hormonais são frequentemente usados para regular o ciclo e controlar o sangramento, mas podem causar spotting, um efeito adverso que geralmente melhora com o tempo. Para sangramentos anovulatórios, a regulação hormonal é a base do tratamento. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a identificação precoce de condições malignas ou pré-malignas é vital.
Os exames essenciais incluem beta HCG para afastar gestação, hemograma completo para avaliar anemia, testes de coagulação, dosagem de prolactina e provas de função tireoidiana para causas sistêmicas.
O spotting associado aos anticoncepcionais hormonais é um efeito colateral comum, especialmente nos primeiros meses de uso, devido à adaptação endometrial aos níveis hormonais exógenos.
Os sangramentos anovulatórios são mais comuns nos extremos do período reprodutivo, ou seja, na adolescência (perimenarca) e na perimenopausa, devido à imaturidade ou falência da função ovariana.
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