Sangramento Uterino Anormal: Manejo do Sangramento Agudo

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Sangramento Uterino Anormal (SUA) é a denominação utilizada atualmente para nomear as alterações da menstruação decorrentes de aumento no volume, na duração ou na frequência. Termos como hemorragia uterina disfuncional ou menorragia estão abandonados. Tem grande importância pela sua frequência e por afetar negativamente aspectos físicos, emocionais, sexuais e profissionais, piorando a qualidade de vida das mulheres. Sobre essa afecção, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) No SUA, o diagnóstico etiológico direciona à terapêutica e está diretamente associado ao sucesso do tratamento. Apenas em situações de sangramento agudo e intenso é aceitável que o tratamento seja instituído, com o único objetivo de estancar a hemorragia e estabilizar a hemodinâmica da paciente, postergando a investigação para assim que o sangramento estiver controlado.
  2. B) O exame complementar que mais dados fornece para a condução dos casos de SUA é a Ressonância magnética da região pélvica, com ótima sensibilidade (96%), porém baixa especificidade (13,8%) para lesões endometriais em geral.
  3. C) A realização de biopsia está indicada em casos de pólipos endometriais e não sendo útil em mulheres com mais risco para hiperplasia e malignidade endometrial, principalmente as com idade superior a 40 anos, história de anovulação prolongada, diabetes e obesidade ou antecedentes familiares de câncer de endométrio.
  4. D) Recomenda-se iniciar o tratamento do SUA assim que determinarmos o diagnóstico da causa desse sangramento, cujo objetivo principal é o controle do sangramento em definitivo, principalmente se esse sangramento ocorre de forma mais aguda.

Pérola Clínica

SUA agudo e intenso → estabilização hemodinâmica prioritária, investigação etiológica posterior.

Resumo-Chave

Em casos de Sangramento Uterino Anormal (SUA) agudo e intenso, a prioridade é a estabilização hemodinâmica da paciente e o controle da hemorragia. A investigação etiológica detalhada pode ser postergada para um momento em que a paciente esteja estável, pois o diagnóstico direciona o tratamento definitivo.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição ginecológica comum que afeta a qualidade de vida das mulheres, sendo caracterizado por alterações no volume, duração ou frequência do sangramento menstrual. A abordagem diagnóstica e terapêutica do SUA é complexa e deve ser individualizada, visando identificar a causa subjacente para um tratamento eficaz. Em situações de SUA agudo e intenso, a prioridade máxima é a estabilização hemodinâmica da paciente e o controle imediato da hemorragia. Nesses casos, medidas terapêuticas para estancar o sangramento devem ser instituídas prontamente, mesmo antes de um diagnóstico etiológico completo. A investigação da causa pode ser postergada para um momento em que a paciente esteja estável, permitindo uma avaliação mais detalhada e direcionada. O sucesso do tratamento do SUA está diretamente ligado ao diagnóstico etiológico preciso, que pode ser guiado pela classificação PALM-COEIN. É fundamental que residentes compreendam a importância de diferenciar o manejo do sangramento agudo da investigação crônica, garantindo a segurança da paciente e a eficácia do tratamento a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade no manejo do Sangramento Uterino Anormal (SUA) agudo e intenso?

A prioridade é a estabilização hemodinâmica da paciente e o controle imediato da hemorragia, utilizando medidas como uso de uterotônicos, tamponamento ou cirurgia, se necessário.

Quando a investigação etiológica do SUA deve ser realizada?

A investigação etiológica deve ser realizada assim que a paciente estiver hemodinamicamente estável e o sangramento controlado, pois o diagnóstico da causa subjacente é crucial para o tratamento definitivo.

Quais são as principais causas de Sangramento Uterino Anormal?

As causas de SUA são classificadas pelo sistema PALM-COEIN, incluindo pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade e hiperplasia (PALM), e coagulopatias, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica e não classificadas (COEIN).

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