PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Paciente de 48 anos, multípara, apresenta menstruações mais intensas e prolongadas. Após o exame ginecológico e exames subsidiários, classificou-se o sangramento uterino anormal (SUA), seguindo o Léxico da OMS, como P₀A₁L₀ M₀0 - C₀O₁E₀I₀N₀ . Assinale a alternativa CORRETA para uma das prováveis causas de SUA para esta paciente, entre afirmativas abaixo:
SUA com A₁ no PALM-COEIN → Adenomiose = focos de endométrio no miométrio.
O Léxico da OMS para Sangramento Uterino Anormal (SUA), conhecido como PALM-COEIN, categoriza as causas em estruturais (PALM) e não estruturais (COEIN). A presença de 'A₁' indica Adenomiose, que é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico dentro do miométrio, causando sangramentos intensos e prolongados.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em todas as fases da vida reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) desenvolveu o sistema de classificação PALM-COEIN para padronizar a terminologia e facilitar o diagnóstico e tratamento. Este sistema divide as causas de SUA em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A adenomiose (A no PALM-COEIN) é uma condição caracterizada pela presença de tecido endometrial glandular e estromal dentro do miométrio, o que leva a uma hipertrofia e hiperplasia do músculo liso uterino circundante. É mais comum em mulheres multíparas na perimenopausa, como a paciente do caso. A fisiopatologia envolve a invasão do endométrio basal no miométrio, resultando em inflamação local, aumento da vascularização e disfunção contrátil do útero. Os sintomas clássicos incluem menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado) e dismenorreia secundária e progressiva. O diagnóstico de adenomiose é principalmente clínico e por imagem, com a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética sendo as ferramentas mais úteis. O tratamento pode variar desde manejo expectante e sintomático (AINEs, progestágenos) até terapias hormonais (ACOs, DIU de levonorgestrel) ou, em casos refratários e quando a fertilidade não é mais desejada, a histerectomia. É fundamental que residentes compreendam a classificação PALM-COEIN para abordar o SUA de forma sistemática e eficaz, garantindo um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado para cada paciente.
A classificação PALM-COEIN é um sistema da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) para categorizar as causas do Sangramento Uterino Anormal (SUA). 'PALM' refere-se a causas estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia), enquanto 'COEIN' refere-se a causas não estruturais (Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada).
Os principais sintomas da adenomiose incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dismenorreia intensa e progressiva, dor pélvica crônica e, em alguns casos, infertilidade. O útero pode estar aumentado e difusamente amolecido ao exame físico.
O diagnóstico de adenomiose é frequentemente suspeitado pela clínica e confirmado por exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal (que pode mostrar útero globoso, miométrio heterogêneo, cistos miometriais) e ressonância magnética (considerada o padrão-ouro para diagnóstico não invasivo). O diagnóstico definitivo é histopatológico após histerectomia.
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