HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Mulher de 45 anos, tendo como método contraceptivo a esterilização definitiva, com quadro de Sangramento Uterino Anormal, é submetida à histeroscopia. O achado mais frequente neste caso é:
Mulher >40a com SUA e histeroscopia → hiperplasia endometrial é achado frequente, especialmente sem progesterona.
Em mulheres na perimenopausa ou menacme tardia, especialmente aquelas com esterilização definitiva (que não usam contraceptivos hormonais que poderiam regular o endométrio), o sangramento uterino anormal frequentemente está associado a desequilíbrios hormonais que levam à hiperplasia endometrial.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres na perimenopausa, como a paciente de 45 anos. A esterilização definitiva, embora elimine a necessidade de contracepção, não impede as flutuações hormonais que caracterizam essa fase da vida reprodutiva, tornando o endométrio suscetível a alterações. A histeroscopia é um procedimento fundamental na investigação do SUA, pois permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas. Em mulheres na perimenopausa com SUA, a anovulação crônica é frequente, levando a um estímulo estrogênico prolongado e sem oposição adequada da progesterona. Esse desequilíbrio hormonal favorece a proliferação endometrial excessiva, resultando em hiperplasia endometrial, que é um achado comum e de grande relevância clínica devido ao seu potencial de progressão para malignidade. A hiperplasia endometrial pode variar de simples a complexa, com ou sem atipias, e seu manejo depende do tipo histológico e dos fatores de risco da paciente. O tratamento pode incluir terapia hormonal com progestagênios ou, em casos selecionados e de maior risco, procedimentos cirúrgicos como a ablação endometrial ou histerectomia. É crucial que o diagnóstico seja preciso para guiar a conduta e prevenir complicações futuras, como o câncer de endométrio.
As causas de SUA são classificadas em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade/Hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada).
Na perimenopausa, a anovulação crônica pode levar a um estímulo estrogênico contínuo sem a oposição da progesterona, resultando em proliferação endometrial excessiva e, consequentemente, hiperplasia.
A histeroscopia é um método diagnóstico e terapêutico crucial para o SUA, permitindo a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões (pólipos, miomas, hiperplasia) e biópsia dirigida.
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