FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Mulher de 37 anos com quadro de sangramento uterino anormal (SUA), caracterizado por alteração para mais em um dos parâmetros da menstruação, isto é, seja na quantidade, na duração ou na frequência, trazendo repercussões físicas, emocionais, sociais, materiais e na qualidade de vida das mulheres. Baseando-se nesse quadro, assinale a alternativa correta.
Manejo de SUA → sempre considerar desejo reprodutivo da mulher, mesmo em quadros graves.
O sangramento uterino anormal pode ter diversas etiologias e impactar significativamente a vida da mulher. No planejamento terapêutico, é fundamental individualizar a conduta, priorizando o desejo reprodutivo da paciente, sempre que clinicamente seguro, mesmo em casos de sangramento intenso.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica extremamente comum, que afeta mulheres em todas as fases da vida reprodutiva. Caracteriza-se por alterações na frequência, duração ou volume do sangramento menstrual, com impacto significativo na qualidade de vida, tanto física quanto psicossocial. A abordagem diagnóstica e terapêutica deve ser sistemática e individualizada. A etiologia do SUA é vasta e pode ser classificada pelo sistema PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). O diagnóstico envolve anamnese detalhada, exame físico, exames laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia transvaginal. A instabilidade hemodinâmica impõe uma conduta emergencial para estabilização antes da investigação completa. O tratamento do SUA varia amplamente conforme a etiologia, a idade da paciente, a intensidade do sangramento e, crucialmente, o desejo reprodutivo. Para mulheres que desejam preservar a fertilidade, opta-se por terapias medicamentosas (hormonais ou não hormonais) ou procedimentos cirúrgicos conservadores. A histerectomia é reservada para casos refratários ou quando a fertilidade não é mais uma preocupação. A comunicação clara e o respeito às escolhas da paciente são pilares do manejo.
As causas são classificadas pelo sistema PALM-COEIN: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia (estruturais); Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada (não estruturais).
A curetagem uterina é indicada em casos de sangramento agudo e intenso com instabilidade hemodinâmica, quando outras medidas falham, ou para diagnóstico histopatológico em casos selecionados.
O desejo reprodutivo é crucial. Para mulheres que desejam engravidar, tratamentos conservadores (medicamentosos ou cirurgias minimamente invasivas) são preferidos em detrimento de histerectomia ou ablação endometrial.
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