INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher com 42 anos comparece à unidade básica de saúde para consulta com um médico de família e comunidade. Ela possui histórico de irregularidade menstrual, de irritabilidade, de ansiedade, de perda de memória e de fogachos há 6 meses, apresentando sangramento uterino anormal (SUA) há 3 dias, sem sinais de repercussão na estabilidade hemodinâmica.A partir dessas informações e com base nos conhecimentos acerca do sangramento apresentado por essa paciente, assinale a opção correta.
SUA em perimenopausa → Excluir gestação e lesões cervicais/vaginais via exame físico como passos iniciais cruciais.
Em uma mulher de 42 anos com sintomas de perimenopausa e sangramento uterino anormal (SUA), a conduta inicial e fundamental é descartar gestação e realizar um exame físico completo para identificar e excluir lesões vaginais e cervicais, que podem ser causas do sangramento. Essas são etapas básicas e essenciais antes de prosseguir com outras investigações.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição frequente que afeta mulheres em diversas fases da vida reprodutiva, incluindo a perimenopausa, e pode impactar significativamente a qualidade de vida. A perimenopausa é caracterizada por irregularidades menstruais e sintomas vasomotores, irritabilidade e alterações de humor devido às flutuações hormonais. A abordagem do SUA deve ser sistemática e excluir causas importantes antes de considerar o tratamento. O diagnóstico diferencial do SUA é amplo e pode ser categorizado pela sigla PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A avaliação inicial de qualquer mulher com SUA deve incluir a exclusão de gestação, que é uma causa comum de sangramento irregular. Além disso, um exame físico ginecológico detalhado é indispensável para identificar e descartar lesões cervicais, vaginais ou vulvares que possam ser a fonte do sangramento. Após as etapas iniciais de exclusão, a ultrassonografia pélvica é um exame complementar valioso para avaliar a morfologia uterina e endometrial, embora sua sensibilidade e especificidade variem para diferentes tipos de lesões. A histerectomia não é a terapêutica de primeira linha para o SUA; o manejo inicial é geralmente conservador, visando controlar o sangramento e tratar a causa subjacente, com opções que incluem terapia hormonal, anti-inflamatórios e, em casos selecionados, procedimentos minimamente invasivos.
Os primeiros passos incluem a exclusão de gestação (teste de gravidez), um exame físico ginecológico completo para descartar lesões cervicais ou vaginais, e a avaliação da estabilidade hemodinâmica da paciente.
Na perimenopausa, o SUA é frequentemente causado por disfunção ovulatória (anovulação), mas outras causas incluem pólipos endometriais, miomas, hiperplasia endometrial e, menos comumente, malignidades.
O exame físico é crucial para identificar a origem do sangramento (uterina, cervical, vaginal ou vulvar), descartar lesões visíveis (pólipos, ectopia, cervicite, tumores) e avaliar a presença de infecções ou atrofia.
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