SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
A classificação PALM-COEIN, da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) para sangramentos uterinos, define como tratamento de primeira linha para, o sangramento uterino em mulheres de baixo risco para câncer de endométrio, com ultrassonografia normal, excluídas as causas estruturais e comorbidades, os
Sangramento Uterino Anormal (SUA) sem causa estrutural (COEIN) → Anticoncepcionais Orais Combinados (AOC) são 1ª linha.
Para sangramento uterino anormal de causa não estrutural (classificação COEIN), em mulheres de baixo risco para câncer de endométrio e com USG normal, os anticoncepcionais orais combinados são a primeira linha de tratamento devido à sua eficácia na regulação do ciclo e redução do sangramento.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) desenvolveu a classificação PALM-COEIN para padronizar a etiologia do SUA, dividindo-o em causas estruturais (PALM) e não estruturais (COEIN). As causas não estruturais (COEIN) incluem disfunções na coagulação, ovulação, endométrio, causas iatrogênicas e aquelas ainda não classificadas. Quando excluídas as causas estruturais e comorbidades, e a mulher apresenta baixo risco para câncer de endométrio, o tratamento visa restaurar a regularidade menstrual e reduzir o volume do sangramento. Nesse cenário, os anticoncepcionais orais combinados (AOCs) são considerados a terapia de primeira linha. Eles atuam suprimindo a ovulação, estabilizando o endométrio e regulando o ciclo menstrual, o que leva a uma redução significativa do sangramento. Outras opções como progestágenos cíclicos, DIU hormonal e antifibrinolíticos podem ser usados em situações específicas ou como segunda linha, mas os AOCs oferecem um bom perfil de eficácia e conveniência para o manejo a longo prazo.
A classificação PALM-COEIN da FIGO categoriza as causas de sangramento uterino anormal em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e Hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada).
Os AOCs são eficazes na supressão do crescimento endometrial, estabilização do endométrio e regulação do ciclo menstrual, reduzindo o sangramento. Eles atuam na causa subjacente da disfunção ovulatória ou endometrial.
O ácido tranexâmico (antifibrinolítico) e os anti-inflamatórios (como ácido mefenâmico) são mais utilizados para o controle agudo do sangramento intenso ou como terapias adjuvantes, mas não são a primeira linha para a regulação a longo prazo do SUA de causa não estrutural.
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