Sangramento Uterino Anormal: Histeroscopia no Diagnóstico

UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015

Enunciado

Sobre o sangramento uterino anormal, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A histeroscopia é um exame importante no diagnóstico de alterações da cavidade uterina, uma vez que permite a visualização direta e, se necessário, biópsia da área mais representativa a ser estudada.
  2. B) Na perimenopausa, o sangramento uterino anormal é um problema pouco frequente visto que o eixo hipotálamo-hipófise-ovário funciona adequadamente nesse período da vida da mulher.
  3. C) A camada basal do endométrio sofre alterações durante o ciclo menstrual e desprende-se durante a menstruação.
  4. D) O ultrassom transvaginal é um exame que tem pouco uso atualmente em virtude do advento de exames mais precisos.

Pérola Clínica

Histeroscopia → padrão ouro para visualizar e biopsiar lesões intracavitárias em sangramento uterino anormal.

Resumo-Chave

A histeroscopia é um método diagnóstico superior para o sangramento uterino anormal, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (pólipos, miomas submucosos) e biópsia dirigida, o que aumenta a acurácia diagnóstica em comparação com biópsias cegas.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em diferentes fases da vida, especialmente na perimenopausa. É definido como qualquer sangramento vaginal que difere em frequência, regularidade, duração ou volume do sangramento menstrual normal. A investigação do SUA é fundamental para identificar a causa subjacente, que pode variar de distúrbios hormonais a lesões estruturais benignas ou malignas. A histeroscopia é um procedimento diagnóstico e, por vezes, terapêutico, que permite a visualização direta da cavidade uterina. É considerada o padrão ouro para a detecção de lesões intracavitárias, como pólipos endometriais, miomas submucosos, sinéquias e hiperplasias focais. Sua capacidade de permitir a biópsia dirigida de áreas suspeitas aumenta significativamente a acurácia diagnóstica em comparação com a curetagem uterina cega. Embora o ultrassom transvaginal seja o exame inicial de escolha para rastreamento e avaliação da espessura endometrial, a histeroscopia complementa e, em muitos casos, confirma os achados ultrassonográficos, sendo indispensável para um diagnóstico preciso e para o planejamento do tratamento adequado do sangramento uterino anormal. A camada basal do endométrio, ao contrário da funcional, não se desprende durante a menstruação, sendo responsável pela regeneração endometrial.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento uterino anormal (SUA)?

As causas de SUA são classificadas pelo sistema PALM-COEIN: Pólipos, Adenomiose, Leiomiomas, Malignidade e hiperplasia (estruturais - PALM); Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada (não estruturais - COEIN).

Qual o papel do ultrassom transvaginal na investigação do SUA?

O ultrassom transvaginal é o exame de primeira linha na investigação do SUA, pois permite avaliar a espessura endometrial, a presença de miomas, pólipos e outras alterações uterinas, guiando a necessidade de exames adicionais como a histeroscopia.

Por que o sangramento na perimenopausa é um problema frequente e relevante?

Na perimenopausa, o sangramento uterino anormal é frequente devido às flutuações hormonais e anovulação, mas é crucial investigar para excluir causas malignas, como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, que têm maior incidência nessa faixa etária.

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