HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Mulher de 25 anos, solteira, sem parceiro sexual fixo, sexualmente ativa, refere uso ocasional de preservativos. Procura atendimento ginecológico por queixa de sangramento vaginal irregular, com ciclos menstruais prévios regulares, sem uso de método anticoncepcional. Na investigação de sangramento uterino anormal, neste caso, o PRIMEIRO exame a ser solicitado é:
Mulher em idade fértil com SUA → sempre descartar gravidez (beta HCG) como primeira etapa diagnóstica.
Em mulheres em idade fértil, sexualmente ativas e com sangramento uterino anormal, a primeira e mais crucial etapa diagnóstica é descartar a gravidez, seja ela intrauterina ou ectópica. O beta-hCG é o exame mais sensível e específico para essa finalidade, devendo ser solicitado antes de qualquer outra investigação.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. A investigação de SUA deve seguir uma abordagem sistemática para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado. A epidemiologia mostra que as causas de SUA são variadas, abrangendo desde disfunções hormonais até patologias estruturais e complicações da gravidez. A história clínica detalhada, incluindo informações sobre atividade sexual e uso de métodos contraceptivos, é crucial para direcionar a propedêutica. Em qualquer mulher em idade fértil que apresente sangramento vaginal irregular, a primeira e mais importante etapa diagnóstica é descartar a gravidez. Isso se deve ao fato de que a gravidez, seja ela uma gestação intrauterina com ameaça de aborto ou, mais perigosamente, uma gravidez ectópica, pode manifestar-se com sangramento uterino anormal. A gravidez ectópica, em particular, é uma emergência médica que pode levar a choque hipovolêmico e óbito se não diagnosticada e tratada precocemente. O beta-hCG sérico é o exame de escolha para confirmar ou excluir a gravidez devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Somente após a exclusão da gravidez é que a investigação deve prosseguir para outras causas de SUA, como disfunções ovulatórias, pólipos, miomas, adenomiose, coagulopatias ou causas iatrogênicas. A compreensão dessa prioridade diagnóstica é fundamental para a prática clínica segura e eficaz, especialmente para residentes que frequentemente se deparam com essa queixa no pronto-socorro.
O beta-hCG é o primeiro exame porque a gravidez, seja ela intrauterina (com risco de aborto) ou ectópica, é uma causa comum e potencialmente grave de sangramento uterino anormal. Descartar ou confirmar a gravidez é fundamental para direcionar a investigação e o manejo.
As principais causas incluem aborto espontâneo (ameaça, incompleto, completo), gravidez ectópica, doença trofoblástica gestacional e sangramento de implantação. Todas requerem atenção imediata.
Após a confirmação ou exclusão da gravidez pelo beta-hCG, o ultrassom transvaginal é o próximo passo para avaliar a anatomia uterina e anexial, buscando causas estruturais (miomas, pólipos, adenomiose) ou outras patologias ovarianas.
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