Sangramento Uterino Anormal: Classificação e Manejo

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022

Enunciado

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é definido como perda menstrual excessiva com repercussões na qualidade de vida da mulher. Pode estar associado a perda menstrual anormal em duração, regularidade, volume e frequência. Assinale a assertiva incorreta:

Alternativas

  1. A) A classificação do Sangramento Uterino Anormal, FIGO, 2010, traz como causas estruturais o Pólipo, Ademiose, Miomatose e tumores malignos.
  2. B) Teste de gravidez (avaliação de beta HCG) é um exame complementar que deve ser solicitado rotineiramente na investigação do SUA
  3. C) A classificação do Sangramento Uterino Anormal, FIGO, 2010, traz como causas não estruturais: coagulopatias, disfunções ovulatórias, disfunções endometriais, causa iatrogênica e outras causas não especificadas.
  4. D) Constitui importante e eficaz opção terapêutica mesmo em SUA ocasionado por tumores de colo.

Pérola Clínica

SUA por tumor de colo uterino → Tratamento oncológico específico, não apenas opções terapêuticas gerais para SUA.

Resumo-Chave

O tratamento do Sangramento Uterino Anormal (SUA) deve ser direcionado à sua causa. Em casos de SUA por tumores de colo uterino, a abordagem terapêutica é oncológica (cirurgia, radioterapia, quimioterapia), e não se limita às opções gerais de manejo do SUA.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição ginecológica comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres. É definido como qualquer sangramento vaginal que difere do padrão menstrual normal em termos de frequência, regularidade, duração ou volume. A classificação FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) de 2010, conhecida como PALM-COEIN, é a ferramenta padrão para categorizar as causas do SUA, dividindo-as em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica e Não classificadas). A investigação do SUA é multifacetada e deve sempre incluir um teste de gravidez (beta HCG) para excluir causas relacionadas à gestação, como abortamento ou gravidez ectópica, que são emergências médicas. Outros exames complementares podem incluir hemograma completo, coagulograma, dosagens hormonais e exames de imagem como ultrassonografia pélvica. O tratamento do SUA é altamente dependente da sua etiologia. Enquanto causas como disfunção ovulatória podem ser manejadas com terapia hormonal, e miomas com medicamentos ou cirurgia, o SUA causado por tumores malignos, como os de colo uterino, exige uma abordagem oncológica específica. Nesses casos, as opções terapêuticas gerais para controle do sangramento não são suficientes e o foco deve ser no tratamento do câncer subjacente, que pode envolver cirurgia radical, radioterapia e/ou quimioterapia. A assertiva que sugere que as opções terapêuticas gerais são eficazes para tumores de colo é, portanto, incorreta, pois negligencia a necessidade de tratamento oncológico.

Perguntas Frequentes

Quais são as categorias da classificação FIGO PALM-COEIN para o Sangramento Uterino Anormal?

A classificação FIGO divide as causas do SUA em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica e Não classificadas).

Por que o teste de gravidez (beta HCG) é rotineiramente solicitado na investigação do SUA?

O teste de gravidez é essencial para excluir ou confirmar uma gravidez, incluindo ectópica ou abortamento, que são causas comuns de sangramento uterino anormal e requerem manejo específico e urgente.

Qual a diferença no manejo do SUA causado por disfunção ovulatória versus um tumor de colo?

O SUA por disfunção ovulatória é frequentemente tratado com terapia hormonal para regular o ciclo. Já o SUA causado por um tumor de colo uterino exige uma abordagem oncológica específica, que pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, visando erradicar o câncer.

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