PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Paciente de 38 anos, G3P3, relata aumento do fluxo menstrual e da duração da menstruação há oito meses. Nega uso de contraceptivos há um ano porque seu marido é vasectomizado. Seu último preventivo foi realizado em 04/2018 com laudo de negativo para malignidade. A MELHOR CONDUTA propedêutica inicial seria solicitar:
Menorragia + G3P3 + marido vasectomizado → Hemograma, teste gravidez, USG transvaginal.
Diante de sangramento uterino anormal (menorragia), mesmo com contracepção masculina, é fundamental excluir gravidez. O hemograma avalia anemia e a ultrassonografia transvaginal é a primeira linha para investigar causas estruturais uterinas e ovarianas.
O sangramento uterino anormal (SUA), especificamente a menorragia (aumento do fluxo e duração menstrual), é uma queixa ginecológica comum que requer uma abordagem propedêutica sistemática. A idade da paciente (38 anos) e a história de paridade (G3P3) são relevantes, mas não excluem diversas etiologias. A investigação inicial deve sempre incluir a exclusão de gravidez, mesmo em casos de contracepção masculina, devido à possibilidade de falha do método ou gravidez ectópica. O hemograma completo é fundamental para avaliar o grau de anemia resultante do sangramento excessivo. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha, permitindo identificar causas estruturais como miomas, pólipos endometriais, adenomiose ou alterações ovarianas. Outros exames, como TSH e coagulograma, podem ser solicitados dependendo da suspeita clínica após a avaliação inicial, mas não são a primeira linha. A biópsia endometrial é reservada para casos com achados ultrassonográficos suspeitos, falha terapêutica ou fatores de risco para malignidade endometrial, não sendo a conduta inicial mais abrangente.
Na avaliação inicial da menorragia, são essenciais o hemograma completo para verificar anemia, um teste de gravidez para excluir gestação (inclusive ectópica) e a ultrassonografia transvaginal para identificar causas estruturais uterinas ou ovarianas.
O teste de gravidez é crucial porque nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, e a paciente pode ter tido falha contraceptiva ou uma gravidez ectópica, que pode se manifestar com sangramento uterino anormal.
A biópsia endometrial é geralmente considerada após a ultrassonografia, especialmente em pacientes com fatores de risco para hiperplasia ou câncer endometrial (ex: idade > 45 anos, obesidade, anovulação crônica, falha no tratamento inicial).
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