FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
O sangramento uterino anormal, queixa frequente na consulta ginecológica, pode ter causas e tratamentos variados, a depender da idade. Qual das alternativas abaixo, sobre o seu tratamento, está CORRETA.
Ácido tranexâmico = eficaz na redução do sangramento uterino anormal (SUA) por inibir fibrinólise.
O ácido tranexâmico atua como antifibrinolítico, inibindo a ativação do plasminogênio e, consequentemente, a degradação do coágulo. É uma opção eficaz para o tratamento do sangramento uterino anormal, especialmente em casos de menorragia, com rápido início de ação.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em diversas faixas etárias, impactando significativamente sua qualidade de vida. Sua etiologia é multifatorial, sendo classificada pelo sistema PALM-COEIN, que distingue causas estruturais de não estruturais. O tratamento do SUA é individualizado, considerando a idade da paciente, a causa subjacente, o desejo de fertilidade e a gravidade do sangramento. O ácido tranexâmico representa uma opção terapêutica eficaz, especialmente para menorragia, atuando como um antifibrinolítico que estabiliza o coágulo endometrial. Outras abordagens incluem terapia hormonal com anticoncepcionais orais combinados ou progestogênios, que são frequentemente a primeira linha, especialmente em adolescentes. Para residentes, o domínio do diagnóstico diferencial e das opções terapêuticas para o SUA é crucial para um manejo adequado e personalizado das pacientes.
As causas de SUA são variadas e podem ser classificadas pelo sistema PALM-COEIN: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e Hiperplasia (estruturais); Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada (não estruturais).
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe competitivamente a ativação do plasminogênio em plasmina, prevenindo a degradação do coágulo e, assim, reduzindo o fluxo menstrual excessivo de forma eficaz e rápida.
Outras opções incluem anticoncepcionais hormonais combinados (orais, injetáveis, anel vaginal), progestogênios (orais, DIU hormonal), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, em casos específicos, agonistas do GnRH, dependendo da etiologia e idade da paciente.
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