Sangramento Uterino Anormal: Guia de Exames Essenciais

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Paciente do sexo feminino, com 32 anos de idade, G2P2, com quadro de sangramento uterino anormal, procura seu atendimento no ambulatório. Dentre os exames abaixo, qual o mais indicado?

Alternativas

  1. A) Hemograma e coagulograma.
  2. B) Ultrassonografia pélvica transvaginal. 
  3. C) Dosagem de ß-HCG sérico. 
  4. D) Histeroscopia. 
  5. E) Todos estão corretos.

Pérola Clínica

SUA → Investigação inicial abrangente: excluir gravidez, avaliar anemia/coagulopatia, USG pélvica para estrutura.

Resumo-Chave

O sangramento uterino anormal (SUA) requer uma abordagem diagnóstica multifacetada. É fundamental descartar gravidez (ß-HCG), avaliar o impacto hematológico (hemograma) e a hemostasia (coagulograma), e investigar causas estruturais ou funcionais com imagem (USG transvaginal) e, se necessário, visualização direta (histeroscopia).

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, perimenopausa e pós-menopausa, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua etiologia é multifatorial, abrangendo desde distúrbios hormonais e ovulatórios até causas estruturais como pólipos, miomas, adenomiose e malignidades. Uma abordagem diagnóstica sistemática é crucial para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado. A investigação do SUA deve iniciar com a exclusão de gravidez, através da dosagem de ß-HCG sérico, dada a importância de diferenciar sangramentos relacionados à gestação. Simultaneamente, a avaliação hematológica com hemograma é fundamental para quantificar a perda sanguínea e diagnosticar anemia, enquanto o coagulograma auxilia na detecção de possíveis coagulopatias. A ultrassonografia pélvica transvaginal é o método de imagem de primeira linha, permitindo a visualização do útero e anexos para identificar anomalias estruturais. Em casos selecionados, a histeroscopia diagnóstica, com ou sem biópsia endometrial, torna-se essencial para a avaliação direta da cavidade uterina, especialmente quando há suspeita de lesões intracavitárias ou quando a ultrassonografia não é conclusiva. A combinação desses exames permite uma investigação abrangente e direcionada, garantindo um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz para as pacientes com SUA.

Perguntas Frequentes

Quais exames são essenciais na avaliação inicial do sangramento uterino anormal?

Na avaliação inicial do sangramento uterino anormal, são essenciais o beta-HCG para excluir gravidez, hemograma para avaliar anemia, coagulograma para distúrbios de coagulação e ultrassonografia pélvica transvaginal para causas estruturais.

Quando a histeroscopia é indicada no sangramento uterino anormal?

A histeroscopia é indicada quando há suspeita de lesões intracavitárias, como pólipos, miomas submucosos ou hiperplasia endometrial, que não foram totalmente elucidadas por outros métodos de imagem ou para biópsia dirigida.

Por que é importante realizar coagulograma em casos de SUA?

O coagulograma é importante para identificar distúrbios de coagulação que podem ser a causa ou um fator contribuinte para o sangramento uterino anormal, como coagulopatias hereditárias ou adquiridas.

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