Sangramento Uterino Anormal (SUA): Diagnóstico e Tratamento

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa incorreta em relação sangramento uterino anormal (SUA):

Alternativas

  1. A) A biópsia endometrial deve ser realizada em todas as pacientes com sua e com mais de 45 anos, falha terapêutica ou ultrassonografia transvaginal com endométrio irregular
  2. B) O objetivo do tratamento é manejar a fase aguda e estabilizar o quadro clínico da paciente, corrigindo a alteração menstrual e a anemia e conduta expectante para os próximos ciclos
  3. C) O sua é caraterizado pela frequência, regularidade, duração e volume
  4. D) A ablação endometrial é um procedimento cirúrgico para aquelas mulheres com contraindicação para terapêutica hormonal
  5. E) São contraindicações para o tratamento hormonal: tabagismo e idade superior a 35 anos, câncer de mama, enxaqueca com aura

Pérola Clínica

SUA: biópsia endometrial >45 anos, falha terapêutica ou USG com endométrio irregular.

Resumo-Chave

A alternativa incorreta sobre Sangramento Uterino Anormal (SUA) é a que sugere conduta expectante para os próximos ciclos após a fase aguda. O tratamento do SUA visa não apenas a fase aguda, mas também a correção a longo prazo da alteração menstrual e da anemia, muitas vezes com terapia contínua ou intervenções específicas.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva e perimenopausa, caracterizada por alterações na frequência, regularidade, duração ou volume do sangramento menstrual. É um desafio diagnóstico e terapêutico, exigindo uma abordagem sistemática para identificar a causa subjacente (classificação PALM-COEIN) e instituir o tratamento adequado. A importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida da paciente e no potencial de mascarar condições mais graves, como hiperplasia endometrial ou câncer. O diagnóstico do SUA envolve uma anamnese detalhada, exame físico, exames laboratoriais (hemograma, testes de coagulação, função tireoidiana) e exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal. A biópsia endometrial é crucial para pacientes com fatores de risco para malignidade endometrial, como idade > 45 anos, obesidade, anovulação crônica, falha terapêutica ou achados ultrassonográficos suspeitos. O tratamento do SUA é individualizado, visando não apenas a fase aguda para estabilizar a paciente e corrigir a anemia, mas também o manejo a longo prazo para restaurar a regularidade menstrual e prevenir recorrências. As opções incluem terapia hormonal (contraceptivos orais combinados, progestagênios, DIU hormonal), anti-inflamatórios não esteroides, antifibrinolíticos e, em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos como a ablação endometrial ou histerectomia. É fundamental considerar as contraindicações para a terapia hormonal, como tabagismo em mulheres > 35 anos, câncer de mama e enxaqueca com aura, para garantir a segurança da paciente.

Perguntas Frequentes

Quando a biópsia endometrial é indicada em casos de SUA?

A biópsia endometrial é indicada em pacientes com SUA com mais de 45 anos, em casos de falha terapêutica ou quando a ultrassonografia transvaginal revela um endométrio irregular, para excluir hiperplasia ou câncer.

Quais são as principais contraindicações para o tratamento hormonal do SUA?

As contraindicações para o tratamento hormonal incluem tabagismo em mulheres com mais de 35 anos, histórico de câncer de mama, enxaqueca com aura, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar prévia.

Qual o papel da ablação endometrial no tratamento do SUA?

A ablação endometrial é um procedimento cirúrgico que destrói o revestimento do útero, sendo uma opção para mulheres com SUA refratário ao tratamento clínico e que não desejam gestações futuras, especialmente aquelas com contraindicações à terapia hormonal.

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