SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Mulher, multípara de 65 anos, com menopausa aos 50 anos, assintomática desde então. Sem comorbidades. Realiza exames ginecológicos regulares sem alterações. Apresenta sangramento uterino anormal há 3 dias em pequena quantidade de aspecto descrito como em borra de café. Nega dores abdominais ou quaisquer outras queixas. Assinale a assertiva correta quanto ao diagnóstico mais provável para este caso de sangramento uterino anormal.
Sangramento pós-menopausa, mesmo em pequena qtde, exige investigação, mas atrofia endometrial é a causa mais comum.
O sangramento uterino anormal em mulheres na pós-menopausa é um sinal de alerta que sempre requer investigação para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. No entanto, a causa mais frequente é a atrofia endometrial devido à deficiência estrogênica, que torna o endométrio e a vagina mais friáveis e propensos a sangramentos de pequena monta, muitas vezes descritos como 'borra de café'.
O sangramento uterino anormal (SUA) na pós-menopausa é uma queixa comum e sempre deve ser investigado, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição grave, como o câncer de endométrio. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, e qualquer sangramento após esse período é considerado anormal. A prevalência de SUA pós-menopausa é significativa, e a idade avançada da paciente aumenta a preocupação com malignidade, tornando a avaliação diagnóstica uma prioridade clínica. A causa mais frequente de SUA pós-menopausa é a atrofia endometrial, que ocorre devido à deficiência estrogênica. A falta de estrogênio leva ao afinamento e à fragilidade do endométrio e da mucosa vaginal, tornando-os mais suscetíveis a sangramentos de pequena monta, muitas vezes descritos como 'em borra de café'. O diagnóstico inicial envolve ultrassonografia transvaginal para medir a espessura endometrial. Um endométrio fino (<4-5 mm) em uma paciente sem uso de terapia hormonal sugere atrofia, enquanto um endométrio espessado exige investigação adicional com histeroscopia e biópsia endometrial para descartar hiperplasia ou câncer. O manejo do SUA pós-menopausa é guiado pelo diagnóstico etiológico. Se confirmada a atrofia, o tratamento pode incluir estrogênios vaginais tópicos para aliviar os sintomas. Em casos de hiperplasia ou câncer, o tratamento varia desde progestágenos até histerectomia, dependendo do tipo e estágio da doença. É crucial que residentes compreendam a importância da investigação completa e da abordagem sistemática para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, melhorando o prognóstico das pacientes.
As principais causas incluem atrofia endometrial e vaginal (a mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. Outras causas menos frequentes podem ser miomas, trauma ou uso de terapia hormonal.
O diagnóstico inicia com anamnese e exame físico. A ultrassonografia transvaginal é crucial para avaliar o espessamento endometrial. Se o endométrio estiver espessado (>4-5mm), indica-se histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem para análise histopatológica e exclusão de malignidade.
Deve-se suspeitar de câncer de endométrio em qualquer sangramento pós-menopausa, especialmente se houver fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão, uso de tamoxifeno ou história familiar. A investigação é mandatória para descartar essa condição, que é a malignidade ginecológica mais comum em mulheres na pós-menopausa.
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