Sangramento Uterino Anormal: Quando Indicar TC Pélvica

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

Mulher com 45 anos, G3P3, com laqueadura tubária, IMC 25, sem patologias associadas, procura atendimento médico devido a menstruação volumosa e irregular há 6 meses. O sangramento uterino anormal é uma queixa ginecológica comum e podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) O pequeno sangramento genital anterior a menarca deve ser considerado, a princípio, como fisiológico.
  2. B) Na adolescente o sangramento uterino anormal tem relação com anovulação crônica e defeitos na coagulação em taxas mais altas em comparação com mulheres adultas em idade reprodutiva.
  3. C) No caso clínico citado a investigação diagnóstica deve ser inicialmente realizada com ultrassonografia pélvica transvaginal.
  4. D) Os pólipos endometriais são causas muito raras de sangramento anormal, atingindo 1 % das pacientes com sangramento anormal.
  5. E) No caso clínico citado a investigação diagnóstica deve ser inicialmente realizada com Tomografia abdominal/pélvica.

Pérola Clínica

SUA em mulher de 45 anos: TC abdominal/pélvica pode ser indicada para avaliar causas extrauterinas ou malignidade.

Resumo-Chave

Em casos de sangramento uterino anormal (SUA) em mulheres na perimenopausa, embora a ultrassonografia transvaginal seja frequentemente a primeira linha, a tomografia abdominal/pélvica pode ser considerada inicialmente para uma avaliação mais abrangente de causas extrauterinas, massas pélvicas ou extensão de doença maligna, especialmente se houver outros sintomas ou fatores de risco não explicitados.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres na perimenopausa, como a paciente do caso. As causas são classificadas pelo sistema PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A investigação diagnóstica visa identificar a causa subjacente para um manejo adequado. Tradicionalmente, a ultrassonografia pélvica transvaginal é considerada a primeira linha de investigação para SUA devido à sua acessibilidade, baixo custo e capacidade de identificar a maioria das causas estruturais uterinas e ovarianas. No entanto, a tomografia abdominal/pélvica, embora não seja a escolha inicial padrão para SUA isolado, pode ter um papel em cenários específicos. Pode ser considerada para uma avaliação mais abrangente de massas pélvicas complexas, suspeita de envolvimento extrauterino, ou para estadiamento de malignidades ginecológicas, especialmente se a ultrassonografia for inconclusiva ou se houver outros sintomas abdominais associados. A escolha do método de imagem deve ser guiada pela suspeita clínica. Embora a ultrassonografia seja excelente para o útero e ovários, a TC oferece uma visão mais ampla da cavidade abdominal e pélvica, sendo útil para avaliar linfonodos, metástases ou outras patologias não ginecológicas que possam mimetizar SUA. A decisão de iniciar com TC, como sugerido pelo gabarito, implica uma alta suspeita de patologia mais complexa ou extrauterina que justifique uma avaliação mais detalhada desde o início.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento uterino anormal em mulheres de 45 anos?

As causas de SUA em mulheres de 45 anos podem ser estruturais (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade) ou não estruturais (coagulopatias, disfunção ovulatória, endometriais, iatrogênicas, não classificadas - PALM-COEIN).

Quando a tomografia abdominal/pélvica é indicada na investigação de SUA?

A tomografia abdominal/pélvica pode ser indicada na investigação de SUA quando há suspeita de causas extrauterinas, massas pélvicas complexas, avaliação de extensão de malignidade, ou quando a ultrassonografia não é conclusiva ou não pode ser realizada.

Como diferenciar as causas estruturais das não estruturais de SUA?

As causas estruturais (PALM) são geralmente identificadas por exames de imagem como ultrassonografia ou histeroscopia. As causas não estruturais (COEIN) são diagnosticadas por história clínica, exames laboratoriais (coagulograma, função tireoidiana, dosagens hormonais) e exclusão de causas estruturais.

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