FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021
Dentre os exames complementares listados abaixo, aquele que mais fornece dados para a condução dos casos de sangramento uterino anormal é:
USG pélvica é o exame inicial mais útil para investigar Sangramento Uterino Anormal (SUA).
A ultrassonografia pélvica é o exame de primeira linha na investigação do sangramento uterino anormal (SUA) por ser não invasiva, de baixo custo e capaz de identificar a maioria das causas estruturais (pólipos, miomas, adenomiose, hiperplasia endometrial) e avaliar a espessura endometrial, direcionando a necessidade de outros exames.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em todas as fases da vida reprodutiva e na pós-menopausa. Sua etiologia é variada, abrangendo desde causas hormonais e funcionais até lesões estruturais benignas e malignas. A investigação adequada é crucial para um diagnóstico preciso e manejo eficaz, visando preservar a saúde e a qualidade de vida da paciente. A ultrassonografia pélvica, preferencialmente transvaginal, é o exame complementar de primeira linha e o mais informativo na avaliação inicial do SUA. Ela permite visualizar a morfologia uterina (miomas, adenomiose), a presença de pólipos endometriais ou cervicais, e, fundamentalmente, avaliar a espessura do endométrio. A espessura endometrial é um marcador importante para a necessidade de investigação adicional, como a biópsia, especialmente em mulheres na pós-menopausa, onde o risco de malignidade é maior. Embora outros exames como histeroscopia (para visualização direta e biópsia dirigida), biópsia de endométrio (para histopatologia), colpocitologia (para rastreamento de lesões cervicais) e dosagens hormonais (para causas ovulatórias) sejam importantes, a ultrassonografia pélvica fornece a base para direcionar a investigação e evitar procedimentos desnecessários, sendo o exame que mais fornece dados para a condução inicial dos casos de SUA.
As causas são classificadas pela FIGO em PALM (estruturais: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade/Hiperplasia) e COEIN (não estruturais: Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada).
A USG pélvica é não invasiva, acessível e permite identificar rapidamente causas estruturais como pólipos, miomas, adenomiose e avaliar a espessura do endométrio, que é crucial para rastrear hiperplasia ou câncer, direcionando a investigação.
A biópsia de endométrio é indicada em mulheres com fatores de risco para câncer endometrial, espessamento endometrial significativo na USG, ou sangramento persistente sem causa identificada, especialmente em pacientes na pós-menopausa.
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