SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Mulher de 45 anos de idade com queixa de sangramento transvaginal volumoso associado a cólicas uterinas há 10 dias. Informa ciclos menstruais regulares. Nega atraso menstrual. Exame especular mostra colo e vagina sem anormalidades. Toque vaginal revela discreto aumento do volume uterino, consistência fibro-elástica e superfície regular. Trouxe ß-HCG negativo. Diante desse quadro clínico, qual a melhor conduta a seguir?
Mulher 45 anos, sangramento volumoso, β-HCG negativo, útero aumentado → USG transvaginal para investigação inicial.
Em mulheres perimenopáusicas com sangramento uterino anormal e β-HCG negativo, a ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a morfologia uterina e anexial, buscando causas estruturais como miomas, pólipos ou adenomiose.
O sangramento transvaginal volumoso em mulheres na perimenopausa é uma queixa comum e requer investigação cuidadosa para excluir causas benignas e malignas. A idade de 45 anos, com ciclos regulares prévios e ß-HCG negativo, direciona a investigação para causas uterinas não relacionadas à gravidez. Diante de um quadro de sangramento uterino anormal (SUA) e útero com discreto aumento de volume e consistência fibro-elástica, a ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha. Ela permite avaliar a cavidade uterina, o endométrio, o miométrio (buscando miomas ou adenomiose) e os ovários, fornecendo informações cruciais para o diagnóstico diferencial. Somente após a avaliação ultrassonográfica, e dependendo dos achados (ex: espessamento endometrial, lesões intracavitárias), outros exames como histeroscopia com biópsia ou curetagem uterina seriam indicados para elucidação diagnóstica e exclusão de patologias mais graves, como hiperplasia ou câncer de endométrio. A conduta escalonada é fundamental para um manejo eficiente e menos invasivo.
A primeira linha de investigação é a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar a morfologia do útero e anexos, identificar miomas, pólipos, adenomiose ou alterações endometriais que possam ser a causa do sangramento.
As causas mais comuns incluem disfunções ovulatórias (anovulação), miomas uterinos, pólipos endometriais, adenomiose e, menos frequentemente, hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, especialmente se houver fatores de risco.
A histeroscopia com biópsia é indicada após a ultrassonografia, especialmente se houver suspeita de lesões intracavitárias (pólipos, miomas submucosos) ou espessamento endometrial, para diagnóstico histopatológico e exclusão de malignidade.
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