UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Paciente de 41 anos apresenta sangramento uterino volumoso, porém com ciclos regulares, e se encontra estável hemodinamicamente. Os exames de imagem (ultrassonografia e histeroscopia com biópsia) mostram útero sem lesões estruturais. Não foram identificadas coagulopatias, lesões endometriais ou causas iatrogênicas. O diagnóstico provável do sangramento e uma terapia não hormonal, para o caso em questão, respectivamente, são:
SUA sem causa estrutural/coagulopatia/iatrogênica = disfuncional. Ácido tranexâmico é terapia não hormonal eficaz.
O diagnóstico de sangramento uterino disfuncional é de exclusão, após afastar causas estruturais (PALM) e outras causas não estruturais (COEIN). O ácido tranexâmico atua como antifibrinolítico, reduzindo o fluxo menstrual sem interferência hormonal, sendo uma opção terapêutica importante.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. A classificação PALM-COEIN é uma ferramenta essencial para categorizar as causas do SUA em estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). O diagnóstico preciso é fundamental para direcionar o tratamento adequado. O SUA disfuncional, ou disfunção ovulatória (COEIN-O), é um diagnóstico de exclusão, estabelecido após a investigação completa afastar todas as outras causas. Caracteriza-se por sangramento uterino sem lesões estruturais ou outras etiologias sistêmicas. A fisiopatologia envolve alterações na regulação hormonal do ciclo menstrual, resultando em um endométrio instável e sangramento irregular ou excessivo. A ultrassonografia e a histeroscopia com biópsia são cruciais para descartar lesões estruturais e endometriais. O tratamento do SUA disfuncional pode ser hormonal ou não hormonal. Entre as opções não hormonais, o ácido tranexâmico é um antifibrinolítico eficaz que reduz o fluxo menstrual ao inibir a fibrinólise endometrial. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também são utilizados para diminuir a produção de prostaglandinas e, consequentemente, o sangramento. A escolha da terapia depende da preferência da paciente, comorbidades e desejo de fertilidade, sendo um ponto chave para residentes na prática clínica.
O sangramento uterino disfuncional é um diagnóstico de exclusão, caracterizado por sangramento uterino volumoso ou irregular sem lesões estruturais (avaliadas por imagem e biópsia), coagulopatias, lesões endometriais ou causas iatrogênicas identificáveis.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a ativação do plasminogênio em plasmina, reduzindo a fibrinólise e, consequentemente, a perda sanguínea menstrual. É uma opção não hormonal eficaz para o manejo do sangramento uterino anormal.
Terapias não hormonais são indicadas para pacientes que desejam evitar hormônios, que possuem contraindicações a eles, ou que buscam uma abordagem mais conservadora. Além do ácido tranexâmico, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) também são opções.
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