CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
Para uma mulher de 46 anos com queixa de ciclos longos e hipermenorreicos, a melhor opção no momento é:
Mulher 46a com ciclos longos/hipermenorreicos → Progesterona na 2ª fase do ciclo para estabilizar endométrio.
Em mulheres na perimenopausa (40-50 anos) com sangramento uterino anormal, como ciclos longos e hipermenorreicos, a causa comum é a anovulação e deficiência de progesterona. A suplementação de progesterona na segunda fase do ciclo ajuda a regular o endométrio e reduzir o sangramento.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa comum na perimenopausa, período de transição para a menopausa, caracterizado por flutuações hormonais. Ciclos longos e hipermenorreicos são frequentemente resultado de anovulação, onde a produção de estrogênio continua, mas a de progesterona é deficiente, levando à proliferação endometrial desordenada e sangramento irregular e intenso. A avaliação inicial deve excluir causas orgânicas de sangramento, como pólipos, miomas, adenomiose ou hiperplasia endometrial, através de exames como ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial. Uma vez descartadas as causas estruturais, o sangramento é classificado como disfuncional. Para o manejo do sangramento uterino disfuncional na perimenopausa, a progesterona administrada na segunda fase do ciclo menstrual é a melhor opção. Ela promove a maturação e estabilização do endométrio, induzindo uma descamação mais regular e controlada, reduzindo a hipermenorreia e o risco de hiperplasia endometrial. Outras opções incluem DIU hormonal ou, em casos selecionados, ablação endometrial ou histerectomia.
A causa mais comum é a anovulação crônica, que leva a uma deficiência relativa de progesterona e proliferação endometrial excessiva devido à ação estrogênica sem oposição, resultando em sangramento uterino anormal.
A progesterona administrada na segunda fase do ciclo induz a diferenciação secretora do endométrio e sua descamação organizada, controlando o sangramento excessivo e protegendo contra a hiperplasia endometrial, que pode ser causada pela exposição prolongada a estrogênio sem oposição.
A terapia hormonal combinada (estrogênio e progesterona) é geralmente indicada para o alívio de sintomas vasomotores intensos ou outros sintomas da menopausa, e não como primeira linha para regular sangramento disfuncional isolado, que é melhor abordado com progesterona cíclica.
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