INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma mulher com 52 anos de idade apresenta queixa de sangramento uterino anormal com aumento do fluxo e diminuição do intervalo entre os sangramentos há 3 meses. A paciente possui histórico de 2 partos e laqueadura tubária há 18 anos. Nega comorbidades. Seus exames clínicos e ginecológicos estão sem anormalidades. A ultrassonografia transvaginal visualizou espessamento focal endometrial com fluxo ao doppler. Nesse caso, a principal conduta médica a ser realizada é
Mulher > 45a com SUA + espessamento endometrial focal/fluxo Doppler = Histeroscopia + biópsia.
Em mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa com sangramento uterino anormal e achados de espessamento endometrial focal ou fluxo ao Doppler na ultrassonografia, a principal preocupação é a exclusão de malignidade. A histeroscopia com biópsia é o padrão-ouro para avaliação histopatológica direta.
O sangramento uterino anormal (SUA) em mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa é um sintoma que exige investigação rigorosa devido ao risco aumentado de patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer. A idade da paciente (52 anos) e a presença de SUA por 3 meses, mesmo sem comorbidades aparentes, são fatores de alerta importantes. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para avaliar o endométrio. Um achado de espessamento endometrial focal, especialmente quando associado a fluxo ao Doppler, é altamente suspeito para lesões focais como pólipos, hiperplasia endometrial complexa com atipias ou carcinoma endometrial. Nesses casos, a avaliação histopatológica é mandatoriamente necessária. A histeroscopia com biópsia dirigida é considerada o padrão-ouro para a avaliação de lesões endometriais focais. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa da área alterada e a coleta de material para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico acurado e a exclusão de malignidade, que é a principal preocupação nesse cenário clínico.
O espessamento endometrial focal, especialmente com fluxo ao Doppler, sugere uma lesão localizada como pólipo endometrial ou, mais preocupante, hiperplasia atípica ou carcinoma endometrial, exigindo investigação histopatológica.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando a localização exata da lesão focal e possibilitando a biópsia dirigida, que é crucial para o diagnóstico histopatológico preciso e para descartar malignidade.
As causas podem ser estruturais (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade e hiperplasia) ou não estruturais (coagulopatias, disfunção ovulatória, endometriais, iatrogênicas e não classificadas), sendo a malignidade uma preocupação crescente com a idade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo