Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Em caso de sangramento uterino anormal, paciente nuligesta, com ultrassom evidenciando útero de 80 cm³, endométrio de 5 mm, apresentando algumas petéquias em membros inferiores, faz-se necessária a investigação de:
SUA + petéquias + útero/endométrio normais → investigar coagulopatia como causa primária.
Em uma paciente com sangramento uterino anormal e achados de exame físico que sugerem um distúrbio de hemostasia (como petéquias), e com útero e endométrio dentro dos limites normais, a investigação de uma coagulopatia é a prioridade diagnóstica.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, e sua investigação requer uma abordagem sistemática. A classificação PALM-COEIN ajuda a organizar as possíveis etiologias, dividindo-as em estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). No caso apresentado, a paciente é nuligesta, o ultrassom mostra útero e endométrio com características normais para a idade e estado hormonal, o que afasta as causas estruturais mais comuns. A presença de petéquias em membros inferiores é um sinal crucial, indicando um distúrbio sistêmico da hemostasia, ou seja, uma coagulopatia. A investigação de coagulopatias deve incluir uma história detalhada de sangramentos prévios e familiares, além de exames laboratoriais como hemograma completo, coagulograma (TP, TTPA, fibrinogênio) e, se necessário, testes mais específicos para doenças como a Doença de von Willebrand ou deficiências de fatores de coagulação. O reconhecimento rápido desses sinais permite um diagnóstico preciso e um tratamento direcionado, evitando intervenções desnecessárias e garantindo a segurança da paciente.
Além do sangramento uterino, sinais como petéquias, equimoses, epistaxe, gengivorragia, sangramento prolongado após pequenos traumas ou cirurgias prévias, e história familiar de distúrbios hemorrágicos são indicativos.
Exames iniciais incluem hemograma completo (com contagem de plaquetas), tempo de protrombina (TP/INR), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) e tempo de sangramento. Testes mais específicos podem ser necessários.
Causas uterinas (pólipos, adenomiose, miomas, malignidade) geralmente são detectadas por ultrassom ou histeroscopia. Coagulopatias são sugeridas por sangramentos em outros locais e exames de coagulação alterados, na ausência de alterações uterinas significativas.
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