UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Mariana tem sangramento por 10 dias com coágulos há 6 meses. Antes tinha sangramento regular por 5 dias moderado. Chega a consulta de ginecologia com um exame de ultrassonografia recente em mãos e o laudo é de normalidade. Indique o exame mais adequado a ser solicitado neste momento para esclarecer o quadro clínico:
SUA com USG normal → Histeroscopia para avaliar causas estruturais endometriais e biópsia dirigida.
Em casos de sangramento uterino anormal persistente com ultrassonografia transvaginal normal, a histeroscopia é o exame de escolha. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de lesões como pólipos, miomas submucosos ou hiperplasias, que podem não ser detectadas por métodos de imagem.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva e pós-menopausa, impactando significativamente sua qualidade de vida. Sua etiologia é vasta, abrangendo desde causas estruturais (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade e hiperplasia - PALM) até não estruturais (coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica, não classificada - COEIN). A investigação inicial geralmente envolve uma anamnese detalhada, exame físico e ultrassonografia transvaginal. Quando a ultrassonografia transvaginal, que é o método de imagem de primeira linha, não revela anormalidades que justifiquem o sangramento, a investigação deve prosseguir. A histeroscopia diagnóstica torna-se o exame mais adequado neste cenário, pois permite a visualização direta da cavidade uterina. Este procedimento é fundamental para identificar lesões endometriais focais, como pólipos ou miomas submucosos pequenos, que podem ser subestimados ou não detectados por outros métodos de imagem, além de possibilitar a biópsia dirigida para avaliação histopatológica. A escolha da histeroscopia é crucial para um diagnóstico preciso e para guiar o tratamento adequado, evitando condutas empíricas ou desnecessárias. Compreender as indicações e limitações de cada método diagnóstico é essencial para o residente, garantindo uma abordagem racional e eficaz na investigação do SUA, especialmente quando a apresentação clínica persiste e os exames iniciais são inconclusivos.
As causas podem incluir pólipos endometriais, miomas submucosos pequenos, hiperplasia endometrial, endometrite crônica ou disfunções ovulatórias. A histeroscopia é crucial para identificar as causas intrauterinas.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais ou difusas que podem ser isodensas ou pequenas demais para serem claramente detectadas pela ultrassonografia, além de possibilitar a biópsia dirigida.
Os riscos são geralmente baixos e incluem dor leve, sangramento vaginal, infecção pélvica e, raramente, perfuração uterina. A maioria dos procedimentos é bem tolerada e realizada em regime ambulatorial.
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