SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Entre as opções abaixo, a mais indicada para tratamento do sangramento uterino anormal agudo é:
SUA agudo → COC com alta dose de estrogênio (30-35mcg etinilestradiol) 3x/dia até cessar sangramento, depois manutenção.
O tratamento do sangramento uterino anormal agudo frequentemente envolve o uso de contraceptivos orais combinados (COCs) em doses elevadas para estabilizar o endométrio e controlar a hemorragia. A dose de etinilestradiol de 30-35mcg é considerada eficaz, e a administração inicial de três vezes ao dia visa atingir rapidamente o efeito hemostático.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) agudo é uma condição comum que se apresenta como sangramento excessivo que requer intervenção imediata para prevenir uma maior perda sanguínea. Pode ser causado por diversas etiologias, incluindo distúrbios de coagulação, complicações da gravidez, lesões estruturais uterinas (pólipos, miomas) ou disfunção ovulatória. A rápida identificação da causa e o controle do sangramento são fundamentais para a estabilidade hemodinâmica da paciente. A fisiopatologia do SUA agudo frequentemente envolve uma desregulação hormonal que leva à instabilidade endometrial e sangramento prolongado ou intenso. O diagnóstico inicial é clínico, com exclusão de gravidez e avaliação da estabilidade hemodinâmica. Exames complementares como ultrassonografia pélvica podem ajudar a identificar causas estruturais. O tratamento do SUA agudo visa primeiramente cessar o sangramento. Uma das abordagens mais eficazes é o uso de contraceptivos orais combinados (COCs) com alta dose de estrogênio (30-35mcg de etinilestradiol), administrados em um esquema de dose decrescente. Inicialmente, 1 comprimido três vezes ao dia até a cessação do sangramento (geralmente 2-3 dias), seguido por uma redução gradual da dose e manutenção por algumas semanas para estabilizar o endométrio e prevenir recorrências. Outras opções incluem progestágenos, antifibrinolíticos e, em casos graves, intervenções cirúrgicas.
Os COCs, especialmente o componente estrogênico em alta dose, promovem a rápida proliferação e estabilização do endométrio, interrompendo o sangramento e restaurando a integridade vascular.
Essa dose é considerada eficaz para induzir a hemostasia endometrial rapidamente, sendo superior a doses mais baixas para o controle inicial do sangramento agudo, minimizando o risco de falha terapêutica.
Além dos COCs, outras opções incluem progestágenos isolados, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), antifibrinolíticos (ácido tranexâmico) e, em casos refratários ou graves, procedimentos como curetagem uterina ou ablação endometrial.
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