Sangramento Uterino Anormal Agudo: Opções de Tratamento

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023

Enunciado

Sobre o controle do sangramento uterino anormal agudo (SUA-a), assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Diante de falha do tratamento clínico, a embolização da artéria uterina está contraindicada no SUA-a quando há desejo de preservação da fertilidade
  2. B) Os balões intrauterinos podem ser uma opção em adolescentes com coagulopatias e devem permanecer na cavidade uterina por tempo mínimo de 48 horas
  3. C) Os procedimentos cirúrgicos são considerados tratamentos de segunda linha no SUA-a, reservados para casos refratários ao tratamento clínico ou secundários a causas estruturais
  4. D) Podem ser realizadas a curetagem ou a histeroscopia na abordagem do SUA-a, sem comprovada superioridade de uma opção sobre a outra no tratamento de lesões focais

Pérola Clínica

SUA-a: Tratamento cirúrgico é 2ª linha, para falha clínica ou causas estruturais.

Resumo-Chave

No Sangramento Uterino Anormal Agudo (SUA-a), o tratamento inicial é geralmente clínico. Os procedimentos cirúrgicos, como curetagem ou histeroscopia, são considerados de segunda linha, reservados para casos refratários ao tratamento medicamentoso ou quando há causas estruturais específicas que necessitam de intervenção.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal Agudo (SUA-a) é uma condição comum que se manifesta como sangramento excessivo que requer intervenção imediata para prevenir ou tratar a perda sanguínea aguda. É uma das principais causas de consulta ginecológica de emergência e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida da mulher. O manejo eficaz do SUA-a é crucial para estabilizar a paciente e investigar a causa subjacente. O tratamento do SUA-a geralmente começa com abordagens clínicas, visando controlar o sangramento e estabilizar a paciente. Isso pode incluir terapia hormonal com estrogênios ou progestagênios, agentes antifibrinolíticos como ácido tranexâmico, ou anti-inflamatórios não esteroides. A escolha depende da etiologia presumida e da condição clínica da paciente. Os procedimentos cirúrgicos, como a curetagem uterina ou a histeroscopia, são considerados tratamentos de segunda linha. Eles são reservados para casos em que o tratamento clínico falhou, há suspeita de causas estruturais (como pólipos ou miomas submucosos) que exigem remoção, ou em situações de sangramento maciço que ameaça a vida. A histeroscopia, por permitir a visualização direta, é superior à curetagem cega para o diagnóstico e tratamento de lesões focais. A embolização da artéria uterina, embora eficaz para miomas, pode ter implicações na fertilidade e deve ser discutida com pacientes que desejam gestar.

Perguntas Frequentes

Quais são as opções de tratamento clínico para o Sangramento Uterino Anormal Agudo (SUA-a)?

O tratamento clínico inclui estrogênios em altas doses, progestagênios, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ácido tranexâmico e, em alguns casos, contraceptivos orais combinados, visando estabilizar o endométrio e reduzir o sangramento.

Quando a embolização da artéria uterina é uma opção no SUA-a?

A embolização da artéria uterina pode ser uma opção para o controle do SUA-a refratário, especialmente em casos de miomas uterinos. No entanto, sua indicação deve ser cuidadosamente avaliada em mulheres que desejam preservar a fertilidade, devido aos potenciais impactos.

Qual a diferença entre curetagem e histeroscopia no manejo do SUA-a?

A curetagem é um procedimento cego para remover tecido endometrial, enquanto a histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, sendo superior para identificar e tratar lesões focais como pólipos ou miomas submucosos, mas ambos são considerados de segunda linha.

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