PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Sobre o controle do sangramento uterino anormal agudo (SUA-a), assinale a alternativa CORRETA:
SUA-a: Tratamento cirúrgico é 2ª linha, para falha clínica ou causas estruturais.
No Sangramento Uterino Anormal Agudo (SUA-a), o tratamento inicial é geralmente clínico. Os procedimentos cirúrgicos, como curetagem ou histeroscopia, são considerados de segunda linha, reservados para casos refratários ao tratamento medicamentoso ou quando há causas estruturais específicas que necessitam de intervenção.
O Sangramento Uterino Anormal Agudo (SUA-a) é uma condição comum que se manifesta como sangramento excessivo que requer intervenção imediata para prevenir ou tratar a perda sanguínea aguda. É uma das principais causas de consulta ginecológica de emergência e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida da mulher. O manejo eficaz do SUA-a é crucial para estabilizar a paciente e investigar a causa subjacente. O tratamento do SUA-a geralmente começa com abordagens clínicas, visando controlar o sangramento e estabilizar a paciente. Isso pode incluir terapia hormonal com estrogênios ou progestagênios, agentes antifibrinolíticos como ácido tranexâmico, ou anti-inflamatórios não esteroides. A escolha depende da etiologia presumida e da condição clínica da paciente. Os procedimentos cirúrgicos, como a curetagem uterina ou a histeroscopia, são considerados tratamentos de segunda linha. Eles são reservados para casos em que o tratamento clínico falhou, há suspeita de causas estruturais (como pólipos ou miomas submucosos) que exigem remoção, ou em situações de sangramento maciço que ameaça a vida. A histeroscopia, por permitir a visualização direta, é superior à curetagem cega para o diagnóstico e tratamento de lesões focais. A embolização da artéria uterina, embora eficaz para miomas, pode ter implicações na fertilidade e deve ser discutida com pacientes que desejam gestar.
O tratamento clínico inclui estrogênios em altas doses, progestagênios, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ácido tranexâmico e, em alguns casos, contraceptivos orais combinados, visando estabilizar o endométrio e reduzir o sangramento.
A embolização da artéria uterina pode ser uma opção para o controle do SUA-a refratário, especialmente em casos de miomas uterinos. No entanto, sua indicação deve ser cuidadosamente avaliada em mulheres que desejam preservar a fertilidade, devido aos potenciais impactos.
A curetagem é um procedimento cego para remover tecido endometrial, enquanto a histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, sendo superior para identificar e tratar lesões focais como pólipos ou miomas submucosos, mas ambos são considerados de segunda linha.
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