SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Mulher de 35 anos, G2 P1( parto vaginal) A1, com vida sexual ativa em uso de coito interrompido como método contraceptivo, procura a emergência queixando-se de ''hemorragia''. Relata que há 3 dias iniciou sangramento volumoso, tendo trocado o absorvente completamente encharcado por 5 vezes em cada um dos 3 dias. Refere que o quadro já aconteceu outra vez há cerca de 3 meses. Ao exame físico: PA:120 x 80 mmHg, Acv: RCR 2T BNF sem sopro, FC: 80 bpm. Abdome flácido, doloroso em região hipogástrica e sem defesas. Toque bidigital e bimanual indolor com útero discretamente aumentado, colo entreaberto, anexos impalpáveis. A melhor conduta ainda na emergência seria:
Sangramento uterino agudo em mulher em idade fértil → Descartar gestação e avaliar estabilidade; se disfuncional, ACO combinado em altas doses pode controlar.
Diante de sangramento uterino anormal volumoso em idade fértil, é mandatório descartar gestação (βHCG, USG) e avaliar anemia (hemograma). Se a causa for disfuncional e a paciente hemodinamicamente estável, o uso de contraceptivos orais combinados em esquema de "ataque" (doses mais altas) é uma conduta eficaz para cessar o sangramento.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. Quando o sangramento é volumoso e agudo, configura uma emergência que requer avaliação rápida para identificar a causa e controlar a hemorragia. A etiologia pode ser estrutural (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade - PALM) ou não estrutural (coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica, não classificada - COEIN). A abordagem inicial na emergência deve incluir a avaliação da estabilidade hemodinâmica da paciente. Em mulheres em idade fértil, é crucial descartar uma gestação (abortamento, gravidez ectópica) com β HCG e ultrassonografia transvaginal. Um hemograma completo é essencial para avaliar o grau de anemia e a necessidade de transfusão sanguínea. O toque vaginal e o exame especular ajudam a identificar a origem do sangramento e possíveis lesões. Se a gestação for descartada e a paciente estiver hemodinamicamente estável, e a causa for presumivelmente disfuncional (hemorragia uterina disfuncional), o tratamento hormonal com contraceptivos orais combinados é uma opção eficaz. O esquema de "ataque" com doses elevadas de estrogênio e progesterona (ex: 35mcg de etinilestradiol a cada 8 horas por 1-2 dias, seguido de 1 comprimido/dia por 3 semanas) promove a estabilização do endométrio e a cessação do sangramento. Outras opções incluem ácido tranexâmico ou AINEs, dependendo da etiologia e gravidade.
A primeira etapa é sempre descartar gestação, seja ela intrauterina ou ectópica, através da dosagem de β HCG e ultrassonografia transvaginal, além de avaliar a estabilidade hemodinâmica da paciente.
Para sangramento agudo, utiliza-se um esquema de "ataque" com doses mais altas, como um comprimido de ACO combinado (com 30-35 mcg de etinilestradiol) a cada 8 horas por 1-2 dias, seguido de um comprimido ao dia por 3 semanas para manutenção e prevenção de recorrência.
Além do β HCG e ultrassonografia transvaginal, um hemograma completo é fundamental para avaliar o grau de anemia e a necessidade de transfusão, e outros exames podem ser solicitados conforme a suspeita clínica.
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