Sangramento Uterino Anormal Agudo: Manejo Farmacológico

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 45 anos de idade, com sangramento genital em grande quantidade, há 3 dias. Ao exame, encontra-se descorada, porém normotensa. O exame físico mostra presença de grande quantidade de sangue e coágulos na vagina, sem lesões visíveis. A ultrassonografia pélvica mostra útero e ovários normais. As medicações que podem melhorar o sangramento genital nesse momento são

Alternativas

  1. A) corticoides, anti-inflamatórios não hormonais ou contraceptivos injetáveis.
  2. B) estrogênios, anti-inflamatórios ou antifibrinolíticos.
  3. C) progesterona vaginal, análogos de GnRh, albumina endovenosa.
  4. D) análogos de GnRH, contraceptivos hormonais de progestagênio ou combinados.
  5. E) implante de progesterona, progesterona oral ou fibrinolíticos.

Pérola Clínica

Sangramento uterino anormal agudo → Estrogênios (estabilização endometrial), AINEs (prostaglandinas), Antifibrinolíticos (coagulação).

Resumo-Chave

No manejo agudo do sangramento uterino anormal, especialmente quando não há lesões estruturais e a paciente está hemodinamicamente estável (apesar de descorada), o tratamento visa estabilizar o endométrio e reduzir o fluxo. Estrogênios de alta dose, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e antifibrinolíticos são opções eficazes.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A classificação PALM-COEIN ajuda a categorizar as causas, mas em casos de sangramento agudo e volumoso, a prioridade é a estabilização hemodinâmica e a interrupção do sangramento. A paciente do caso, apesar de descorada, está normotensa, indicando que a conduta inicial pode ser medicamentosa. Para o manejo agudo do SUA, diversas classes de medicamentos podem ser empregadas. Estrogênios conjugados em altas doses são eficazes para estabilizar o endométrio e cessar o sangramento. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ácido mefenâmico, reduzem a produção de prostaglandinas no endométrio, que contribuem para o sangramento excessivo. Antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico, atuam inibindo a quebra do coágulo sanguíneo, diminuindo a perda de sangue. A escolha da medicação depende da causa subjacente, da intensidade do sangramento e das condições clínicas da paciente. É crucial uma avaliação completa para excluir causas graves e, após o controle do episódio agudo, investigar a etiologia para um tratamento definitivo e prevenção de recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas comuns de sangramento uterino anormal em mulheres de 45 anos?

As causas podem ser estruturais (pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade - PALM) ou não estruturais (coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica, não classificada - COEIN).

Como os estrogênios agem no sangramento uterino agudo?

Estrogênios de alta dose promovem a rápida proliferação e estabilização do endométrio, interrompendo o sangramento.

Qual o papel dos antifibrinolíticos no sangramento ginecológico?

Antifibrinolíticos, como o ácido tranexâmico, inibem a fibrinólise, promovendo a formação e estabilização do coágulo, reduzindo o fluxo sanguíneo.

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