UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente feminina com 12 anos de idade com sangramento menstrual intenso desde a sua menarca, que ocorreu há 6 meses. Sobre a investigação e conduta, se deve:
Adolescente com sangramento menstrual intenso desde menarca → investigar distúrbios de coagulação (hemograma, coagulograma).
Em adolescentes com sangramento menstrual intenso desde a menarca, a principal hipótese diagnóstica são os distúrbios de coagulação ou disfunções plaquetárias. A investigação inicial deve incluir hemograma completo e coagulograma para descartar essas condições, antes de considerar causas estruturais ou hormonais mais complexas.
O sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes, especialmente quando intenso desde a menarca, é uma condição que exige investigação cuidadosa. A etiologia mais comum nessa faixa etária são os distúrbios de coagulação, como a doença de von Willebrand, ou disfunções plaquetárias. A imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário também pode levar a ciclos anovulatórios, resultando em sangramento irregular e, por vezes, profuso. É crucial diferenciar essas causas para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações como anemia grave. A abordagem diagnóstica inicial deve ser focada na exclusão de coagulopatias. Isso inclui a realização de um hemograma completo para avaliar o grau de anemia e um coagulograma abrangente para identificar possíveis deficiências nos fatores de coagulação ou disfunções plaquetárias. A história clínica detalhada, incluindo histórico familiar de sangramentos, é fundamental. Somente após descartar essas condições, outras causas como anomalias estruturais (pólipos, miomas, malformações mullerianas) ou distúrbios endócrinos mais complexos devem ser investigadas, geralmente com exames de imagem como o ultrassom pélvico. O tratamento dependerá da causa subjacente. Em casos de coagulopatias, pode envolver terapias específicas para o distúrbio. Para sangramento disfuncional sem causa orgânica, anti-inflamatórios não esteroides (AINH) e contraceptivos hormonais combinados são opções. A internação e a ressonância magnética são reservadas para casos específicos de sangramento refratário ou suspeita de malformações complexas. O encaminhamento a um ginecologista infanto-puberal é sempre válido para manejo especializado.
As principais causas em adolescentes incluem distúrbios de coagulação (como doença de von Willebrand), disfunções plaquetárias e, menos frequentemente, distúrbios hormonais ou causas estruturais. A imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário também pode levar a ciclos anovulatórios e sangramento irregular.
O hemograma avalia a presença e gravidade da anemia, enquanto o coagulograma (incluindo tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada e contagem de plaquetas) é crucial para identificar distúrbios de coagulação, que são a principal causa de sangramento excessivo em adolescentes com menarca recente.
O ultrassom pélvico é indicado após a exclusão de distúrbios de coagulação e disfunções hormonais, ou se houver suspeita clínica de anomalias estruturais (pólipos, miomas, malformações) que, embora raras, podem ocorrer. Não é a primeira linha de investigação em sangramento intenso desde a menarca.
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